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Exigências específicas e gestão da fadiga

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Exigências específicas e gestão da fadiga


Alteração direcionada ao tipo de exigência requerida

Os sistemas internos do corpo são modificados de forma milimétrica em resposta ao tipo exato de exigência que lhes é imposta.

Se o objetivo é promover a explosividade atlética, os gestos motores devem imitar essa velocidade. Se o objetivo é a oxigenação celular, o foco recairá no trabalho cardiovascular.

Tentar desenvolver extremos opostos simultaneamente, como resistência maratonista e força extrema, gera um conflito bioquímico que freia ambos os progressos.

Perda de adaptações por inatividade

O corpo humano funciona sob um regime de economia rigorosa: estrutura que não é utilizada, estrutura que é desmantelada.

Abandonar um regime de condicionamento físico leva rapidamente à degradação do volume adquirido e à perda das capacidades metabólicas alcançadas.

Apesar desta inevitável atrofia, as vias neuromusculares forjadas durante o processo ativo preservam certa marca, permitindo recuperar os atributos anteriores a uma velocidade maior após retomar os hábitos.

Ciclo de alarme, resistência e prevenção do desgaste total

Perante estímulos muito severos, o organismo ativa uma fase defensiva inicial seguida de um período de endurecimento para resistir à tensão.

Se a exposição ao dano persistir sem pausas regenerativas, desencadeia-se uma fase crítica de fadiga crónica.

Os sintomas desse colapso vão desde interrupções do descanso até uma deterioração contundente da força motora e um humor instável.

É absolutamente imperativo intercalar dias de baixa intensidade para purgar o cansaço profundo acumulado.

Resumo

As adaptações orgânicas são estritamente específicas ao tipo de esforço realizado. Desenvolver resistência prolongada compromete invariavelmente a geração de força explosiva, exigindo o desenho de planos muito meticulosos que se alinhem perfeitamente com os objetivos finais traçados.

A inatividade física provoca uma rápida regressão das capacidades adquiridas anteriormente. Todo o tecido muscular não estimulado sofrerá atrofia progressiva constante. Felizmente, as vias neurológicas conservam certa memória, facilitando uma recuperação acelerada ao retomar as atividades.

Submeter o organismo a tensões ininterruptas sem descansos adequados leva a um colapso sistémico profundo. Este esgotamento extremo gera alterações graves do sono, irritabilidade constante e um retrocesso motor acentuado, tornando vital modular sempre a intensidade.


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