Recolha de dados sem parecer um interrogatório
Suavizar o tom do pedido de informação
O processo de indagar e recolher antecedentes nunca deve assemelhar-se a um interrogatório policial, uma vez que isso colocaria a contraparte numa posição de absoluta defensiva.
A forma como os pedidos de dados são formulados é tão crítica quanto a própria informação.
Um consumidor que já se encontra alterado é extremamente sensível a qualquer inflexão vocal que denote autoridade excessiva, crítica ou repreensão.
Por conseguinte, o funcionário tem o dever imperativo de suavizar a sua modulação, empregando um tom calmo, respeitoso e profundamente empático.
Em vez de dar ordens diretas para que a pessoa forneça uma referência, deve-se convidá-la a colaborar, utilizando expressões amáveis que justifiquem a necessidade desses dados.
Explicar que a série de perguntas tem como único objetivo encontrar a melhor forma de lhe prestar assistência reduz drasticamente a resistência inicial.
Cuidar da semântica e da musicalidade da voz garante que a pessoa afetada perceba o questionamento como um esforço genuíno para a ajudar, e não como uma inspeção invasiva ou burocrática.
Evitar solicitar dados já fornecidos
Um dos fatores mais irritantes para a paciência de qualquer utilizador é ver-se obrigado a repetir incessantemente a mesma história ou a fornecer informações que já tinha dado momentos antes.
Solicitar detalhes redundantes evidencia uma absoluta falta de atenção por parte do representante, o que rompe instantaneamente o vínculo de confiança que se tentava construir.
Para não cometer este erro, é indispensável praticar uma escuta ativa inabalável desde o primeiro segundo da interação e apoiá-la com a tomada diligente de notas.
Registar os dados críticos à medida que o interlocutor os menciona permite que as perguntas posteriores se concentrem exclusivamente em esclarecer lacunas de informação ou descobrir detalhes inéditos.
Além disso, é crucial compreender que não se deve perguntar apenas por perguntar; se o panorama já estiver completamente claro, acrescentar perguntas supérfluas apenas gera desgaste e desconforto desnecessários.
Respeitar o tempo e as declarações anteriores da pessoa demonstra um elevado grau de profissionalismo e cortesia.
Resumo
A recolha de dados nunca deve ser percebida como um interrogatório policial ameaçador ou rigoroso. Os pedidos devem ser sempre formulados utilizando um tom de voz extremamente calmo e respeitoso.
Suavizar a modulação da voz elimina as resistências iniciais do consumidor. Explicar o objetivo das perguntas demonstra um esforço genuíno para lhe prestar ajuda.
Solicitar informações já fornecidas destrói imediatamente a confiança da pessoa em questão. Tomar notas com diligência evita repetições desnecessárias e demonstra um nível de atenção impecável.
recolha de dados sem parecer um interrogatorio