Transcrição Técnicas de resolução de conflitos
A filosofia do Caminho do Meio e a negociação
A resolução eficaz de conflitos baseia-se na dialética do «Caminho do Meio», que rejeita a ideia de que, num desacordo, existe uma verdade absoluta e uma falsidade absoluta.
Assume que ambas as partes têm uma validade inerente nas suas perspetivas e necessidades.
A negociação, sob esta ótica, não é uma batalha de vontades, mas uma busca colaborativa por uma síntese que honre os aspectos essenciais de ambas as posições.
Isso implica estar disposto a ceder em aspectos periféricos para proteger o que é essencial e buscar ativamente soluções criativas que ofereçam ganhos mútuos ("win-win").
Trata-se de passar de uma postura de «eu contra ti» para uma de «nós contra o problema».
A técnica RAVEN para a gestão emocional
A sigla RAVEN oferece uma estrutura para lidar com conflitos carregados de emoção.
O «R» (Relax) enfatiza a necessidade de acalmar a própria fisiologia antes de falar, aceitando que o conflito é uma parte normal da vida e não uma catástrofe.
O «A» (Avoid aversive) lembra-nos de evitar ativamente as estratégias destrutivas mencionadas anteriormente.
O «V» (Validate) é crucial: reconhecer explicitamente o ponto de vista e os sentimentos do outro, mesmo que não se concorde com eles, o que reduz a defensividade.
O «E» (Examine values) convida a alinhar o comportamento no conflito com os próprios valores a longo prazo (quero ser compassivo ou estar certo?).
Finalmente, o "N" (Neutral voice) sugere manter um tom de voz calmo e livre de sarcasmo ou desprezo, pois o "como" se diz costuma ser mais provocador do que o "o que" se diz.
Validação mútua como ponte
No cerne da resolução de conflitos está a validação mútua. Ao contrário da simples escuta, a validação comunica ativamente que a experiência do outro faz sentido lógico ou emocional, dadas as circunstâncias.
Isto funciona como um «lubrificante social» que diminui o atrito. Quando uma pessoa se sente ouvida e compreendida («vejo que isto o frustra muito porque tinha outras expectativas»), a sua necessidade de atacar ou defender-se diminui, abrindo espaço para a flexibilidade cognitiva e a cooperação.
A técnica envolve alternar entre expressar a sua própria perspetiva e validar a
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