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Dimensões da Confiança

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Transcrição Dimensões da Confiança


Confiança nas Capacidades (Talento)

A primeira dimensão da confiança baseia-se nas habilidades técnicas e nos talentos. É o «saber fazer» coisas específicas (tocar um instrumento, programar, operar).

Embora seja importante, é uma base frágil para a autoestima total, porque as habilidades podem se tornar obsoletas, podem ser perdidas por acidentes ou sempre haverá alguém com maior destreza.

Se uma pessoa baseia toda a sua segurança em ser «o mais rápido» ou «o mais inteligente», viverá com medo constante de ser superada ou de envelhecer.

Essa dimensão é necessária para a competência profissional, mas insuficiente para a paz de espírito.

Confiança na resolução de problemas

A segunda dimensão é mais robusta: a confiança na própria capacidade de aprender e resolver.

Não se trata de "saber tudo", mas de saber que "posso descobrir como fazer". Isso é resiliência.

Uma pessoa com essa confiança não teme tanto os novos desafios porque, mesmo que não tenha a habilidade técnica imediata, confia na sua criatividade, perseverança e capacidade de adaptação para encontrar uma solução.

É a crença: «Não tenho a resposta agora, mas tenho as ferramentas para encontrá-la». Isso reduz significativamente a ansiedade diante da incerteza.

Confiança no próprio valor (identidade)

A terceira e mais profunda dimensão é a confiança no valor intrínseco. É a certeza de que se é digno de respeito, amor e pertencimento simplesmente por existir como ser humano, independentemente dos sucessos ou fracassos.

Quando esta dimensão é sólida, a síndrome do impostor perde força. O fracasso numa tarefa é interpretado como um evento isolado («fiz algo errado»), não como uma condenação da identidade («sou mau»).

Esta é a base de uma autoestima incondicional que permite assumir riscos saudáveis, uma vez que o «eu» não corre o risco de ser aniquilado se as coisas correrem mal.

Resumo

A primeira dimens


dimensoes da confianca

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