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O modelo abc de ellis e beck: entendendo a origem das emoções - terapia cognitivo comportamental

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PorCursosOnline55

2026-01-26
O modelo abc de ellis e beck: entendendo a origem das emoções - terapia cognitivo comportamental


O modelo abc de ellis e beck: entendendo a origem das emoções - terapia cognitivo comportamental

Introducción breve al enfoque cognitivo

As reações emocionais não surgem do nada: são profundamente influenciadas pela forma como interpretamos o que nos acontece. Desde a psicologia cognitiva e comportamental, propõe-se que os pensamentos, as crenças e a avaliação que fazemos das situações mediam entre o que acontece lá fora e o que sentimos e fazemos. Entender esse processo abre uma porta para mudar padrões que parecem automáticos. O enfoque que o explica de forma mais clara é um esquema simples e potente que vincula o evento, a interpretação e a consequência emocional e comportamental. Conhecê-lo permite identificar onde intervir para aliviar o mal-estar e construir respostas mais úteis.

O que é o modelo ABC?

Trata-se de uma forma de mapear a experiência em três elementos: o que acontece, o que pensamos sobre isso e o que sentimos e fazemos como resultado. Essa estrutura ajuda a analisar situações confusas e a orientar o trabalho terapêutico ou de autoajuda com precisão.

Acontecimiento ativador (A)

É o fato, interno ou externo, que dispara a cadeia. Pode ser uma conversa constrangedora, uma notificação do banco, um olhar de alguém, uma lembrança repentina ou até uma sensação corporal, como um batimento acelerado. Às vezes o ativador é claro e outras vezes é sutil; descrevê‑lo com detalhe e sem interpretações (quem, o quê, quando, onde) é chave para entender o que segue.

Crenças e interpretações (B)

São os pensamentos, regras, pressupostos e significados que atribuímos ao acontecimento. Incluem julgamentos rápidos (“não sirvo”), previsões (“tudo vai dar errado”), exigências rígidas (“devo fazer isso perfeitamente”) ou rótulos globais. Muitas vezes operam de forma automática, aprendidas ao longo do tempo e reforçadas por vieses de atenção e memória. Aqui também residem as crenças nucleares que moldam nossa identidade e expectativas.

Consequências emocionais e comportamentais (C)

São as emoções (ansiedade, raiva, culpa, tristeza), sensações físicas (nó no estômago, tensão) e comportamentos (evitar, discutir, buscar segurança, procrastinar) que emergem após a interpretação. O importante é notar que não é o fato em si que “produz” o mal-estar, mas a relação entre o fato e as crenças ativadas.

Coincidências e matizes entre diferentes formulaciones

Diferentes autores no campo cognitivo-comportamental explicam o mesmo padrão com ligeiras variações no grau de ênfase. Compreender essas convergências ajuda a aplicar o esquema com flexibilidade.

  • Enfoque compartilhado: os pensamentos mediam entre os eventos e as emoções/ações.
  • Linguagem: algumas formulações ressaltam “crenças irracionais” e outras falam de “suposições básicas” ou “distorções cognitivas”.
  • Objetivo: reduzir o sofrimento modificando interpretações pouco ajustadas, e promover comportamentos alinhados com valores.
  • Métodos: desde o questionamento socrático até experimentos comportamentais e treinamento em habilidades.

Exemplos cotidianos do modelo ABC

Vê‑lo em ação facilita identificar o padrão no seu dia a dia. A seguir, cenários comuns com sua análise:

  • A: Você não recebe resposta a uma mensagem importante por várias horas. B: “Estão me ignorando, não se importam comigo.” C: Ansiedade, ruminação, verificar o telefone, enviar outra mensagem impulsiva.
  • A: Um erro numa apresentação. B: “Se eu cometer um erro, sou incompetente.” C: Vergonha intensa, desejo de evitar futuras apresentações, insônia naquela noite.
  • A: Você sente o coração acelerado ao subir escadas. B: “Vou ter um ataque, algo grave está acontecendo.” C: Pânico, procura de atendimento de urgência, mais atenção às sensações corporais.
  • A: Um amigo cancela um encontro. B: “Provavelmente já não quer mais me ver.” C: Tristeza, isolamento, deixar de propor planos.
  • A: Crítica construtiva do chefe. B: “Devo fazer tudo perfeito; se me criticam, sou um fracasso.” C: Raiva, defensividade, trabalho excessivo depois para compensar.

Como aplicar o ABC passo a passo

Praticar com situações reais vai permitir que você rompa automatismos e ganhe margem de manobra.

  • 1. Defina A com precisão: descreva fatos observáveis sem adicionar opiniões.
  • 2. Registre B tal como aparece: palavras exatas, imagens, regras internas.
  • 3. Identifique C: emoções (indique nome e intensidade), sensações físicas e comportamentos.
  • 4. Conecte A-B-C: desenhe setas; observe como crenças diferentes gerariam consequências distintas.
  • 5. Detecte padrões repetidos: quais temas ou regras se ativam com frequência?
  • 6. Selecione uma crença chave para trabalhar: aquela que mais impacta em C.
  • 7. Desenhe um plano de questionamento e experimentos comportamentais para pôr à prova B.
  • 8. Avalie as mudanças em C com crenças alternativas mais realistas e úteis.

Identificar creencias irracionales y distorsiones cognitivas

Algumas formas de pensar distorcem a avaliação dos fatos e amplificam o mal-estar. Reconhecê‑las é o primeiro passo para corrigir o rumo.

  • Pensamento tudo ou nada: ver em preto e branco, sem nuances.
  • Catastrofização: antecipar o pior resultado como inevitável.
  • Leitura da mente: assumir o que os outros pensam sem evidência.
  • Deveres rígidos: exigências absolutas em relação a si mesmo ou aos outros.
  • Personalização: atribuir a si mesmo responsabilidade por eventos fora do seu controle.
  • Desqualificar o positivo: diminuir o valor de sucessos e fortalezas.
  • Generalização excessiva: extrapolar um evento para todas as situações.
  • Rotulação global: definir‑se por um erro ou traço isolado.

Além das etiquetas, examine regras internas do tipo “se não agrado a todos, não valho” ou “preciso de certeza antes de agir”. Essas regras costumam empurrar para comportamentos que mantêm o problema, como evitar ou buscar tranquilização constante.

Questionamento e reestruturação (D e E)

Uma vez detectada a crença problemática, é hora de submetê‑la a teste e gerar alternativas mais ajustadas. Não se trata de pensar “positivo” sem fundamento, mas de buscar precisão e utilidade.

  • Qual é a evidência a favor e contra dessa ideia?
  • Se um amigo pensasse isso, o que você lhe diria com honestidade e cuidado?
  • Há uma explicação alternativa plausível que você esteja a ignorar?
  • No passado, quantas vezes essa previsão se confirmou? O que ocorreu realmente?
  • O que você faria se acreditasse numa versão mais equilibrada?
  • Essa crença me ajuda a alcançar meus objetivos e viver meus valores?

Após o questionamento, formule uma interpretação alternativa que seja específica, baseada em dados e funcional. Por exemplo, passar de “se eu cometer erros, sou um fracasso” para “cometer erros faz parte do aprendizado; posso corrigir e melhorar”. Avalie como muda a emoção e o impulso para agir quando sustenta essa nova perspectiva.

Regulação emocional e conductual mientras trabajas las creencias

Modificar interpretações leva tempo. Enquanto isso, convém regular as respostas para não alimentar o círculo vicioso.

  • Respiração e ancoragem atencional para reduzir a ativação e pensar com clareza.
  • Comportamento oposto: se o impulso é evitar, dê um pequeno passo em direção à exposição.
  • Planejamento de atividades gratificantes e com sentido para contrabalançar a inércia.
  • Experimentação gradual: experimente novos comportamentos e observe resultados reais.
  • Autocompaixão: fale consigo mesmo com firmeza e amabilidade, sem insultos internos.
  • Registro breve diário do A-B-C para consolidar o hábito de observação.

Erros comunes y cómo evitarlos

  • Confundir A com B: descrever o fato com julgamentos incluídos. Solução: separar descrição de interpretação.
  • Procurar “pensar bonito” em vez de pensamento útil: priorize precisão e evidência.
  • Querer resultados imediatos: a mudança cognitiva e comportamental é progressiva.
  • Trabalhar com crenças superficiais ignorando as nucleares: pergunte “e se isso fosse verdade, o que isso significaria sobre mim?” para aprofundar.
  • Fazer apenas análise sem ação: combine reestruturação com experimentos comportamentais.
  • Abandonar o registro quando se sente melhor: manter a prática previne recaídas.

Quando procurar ajuda e recursos adicionales

Se o mal-estar for intenso, persistente ou interferir de forma notável na sua vida, considere contar com um profissional treinado em terapias cognitivas e comportamentais. O acompanhamento facilita detectar vieses sutis, desenhar experimentos seguros e trabalhar crenças profundas com maior eficácia. Também pode integrar técnicas complementares, como atenção plena ou treino em habilidades sociais, quando for pertinente.

  • Sinais de alerta: ideias de se ferir, isolamento extremo, consumo problemático de substâncias, crises de pânico recorrentes.
  • Apoio profissional: psicoterapia individual ou em grupo e, se for o caso, avaliação psiquiátrica.
  • Autoajuda guiada: cadernos de trabalho e registros estruturados para aplicar o ABC em casa.

Conclusión

Compreender a sequência entre o que acontece, o que pensamos e o que sentimos e fazemos oferece um mapa claro para intervir. Ao treinar a observação do A-B-C, detectar distorções, questionar a sua validade e pôr à prova novas interpretações com ações concretas, reduz‑se o mal-estar e amplia‑se a liberdade para responder de forma alinhada com as suas metas e valores. A prática constante converte um esquema teórico numa ferramenta cotidiana: cada situação torna‑se uma oportunidade para ajustar o foco, aprender com a experiência e construir bem‑estar com intenção.

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