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Absorção vs. Fusão

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Transcrição Absorção vs. Fusão


A distinção funcional: perder-se em pensamentos úteis vs. prejudiciais

Muitas vezes surge a pergunta: é sempre ruim estar "preso" aos pensamentos? A resposta técnica na ACT é não.

Aqui introduzimos uma distinção sutil entre «fusão» (geralmente conotada como problemática na terapia) e «absorção» (ou fusão funcional).

O processo neurológico e cognitivo é idêntico: perdemos-nos no mundo mental e desligamo-nos do ambiente imediato. A diferença reside, como sempre neste modelo, na função e na utilidade.

Estar «fundido» ou «absorvido» num bom romance, num filme emocionante ou no planeamento criativo de uma viagem de sonho é uma experiência maravilhosa e enriquecedora.

Precisamos dessa capacidade de imersão para apreciar a arte, para planear o futuro ou para realizar tarefas cognitivas complexas, como programar software ou escrever um livro.

Nestes casos, a imersão no pensamento amplia a nossa vida. Por outro lado, a fusão torna-se patológica quando restringe a nossa vida.

Isso ocorre quando nos perdemos em ruminações sobre erros passados, em preocupações crónicas com catástrofes futuras que ainda não aconteceram ou em julgamentos severos sobre nós mesmos que nos paralisam.

Quando a fusão se torna uma barreira vital

O critério para trabalhar a desfusão não é a veracidade do pensamento nem se ele é «positivo» ou «negativo», mas se a fusão com ele é útil (viável).

Se uma pessoa está fundida com o pensamento «sou um ótimo cozinheiro» e isso a leva a gostar de cozinhar para os seus amigos, essa fusão é funcional; não há nada a «consertar».

Mas se essa mesma pessoa estiver fundida com "sou um ótimo cozinheiro" de forma rígida, e isso a leva a não aceitar críticas construtivas, a ficar zangada se alguém adicionar sal ao seu prato e a sofrer de ansiedade para manter esse status, então a fusão tornou-se uma barreira.

Da mesma forma, a fusão com pensamentos negativos é o principal objetivo da intervenção quando bloqueia a ação valiosa.

Se me fundir com «estou demasiado cansado para ir ao ginásio» e ficar sistematicamente no sofá (indo contra o meu valor de saúde), essa fusão é um problema.

O terapeuta ajuda o cliente a discriminar: «Neste momento, estar tão preso na sua cabeça está a ajudá-lo a aproximar-se da vida que deseja ou está a afastá-lo?».

Se a resposta for que está a afastar, aplicamos técnicas de desfusão para «quebrar o feitiço» e recuperar a capacidade de escolha.

Se o aproxima (como estar absorto a conceber uma estratégia de trabalho), permitimos e desfrutamos dessa absorção.

Resumo

Nem sempre é negativo estar ligado aos pensamentos; a ACT distingue a «absorção» funcional, necessária para desfrutar da arte ou realizar tarefas cognitivas complexas, que enriquece e amplia a nossa vida.

A fusão torna-se patológica apenas quando restringe a nossa vida, prendendo-nos em ruminações, preocupações ou julgamentos severos que nos desconectam do ambiente e bloqueiam as nossas ações valiosas.

O critério para intervir com a defusão é exclusivamente a utilidade: analisamos se estar «preso» a um pensamento específico num determinado momento nos aproxima ou nos afasta da vida que desejamos.


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