Transcrição Identificando e superando as barreiras da comunicação
Apesar das nossas melhores intenções, muitas vezes existem obstáculos que dificultam uma comunicação eficaz e levam a mal-entendidos e conflitos.
Essas barreiras podem ser hábitos inconscientes que sabotam as nossas conversas.
No entanto, ao identificá-los e aplicar ferramentas práticas e simples, podemos aprender a superá-los, promovendo interações mais claras, respeitosas e conectadas no âmbito familiar.
Barreiras comuns: falta de atenção, julgamentos, interrupções e linguagem ambígua
Existem várias barreiras comuns que impedem uma comunicação fluida e genuína.
Falta de atenção: estar distraído enquanto alguém fala connosco, seja pelo telemóvel ou pelos nossos próprios pensamentos, dá a impressão de que não valorizamos o que a outra pessoa está a dizer e pode gerar mal-entendidos.
Julgamentos ou preconceitos: ter ideias preconcebidas sobre a outra pessoa ou julgar as suas palavras antes que ela termine de falar afeta a forma como interpretamos a sua mensagem.
É fundamental ouvir com a mente aberta e sem julgar para compreender realmente a sua perspetiva.
Interrupções: Interromper alguém enquanto está a falar não só é desrespeitoso, como também impede que expresse a sua mensagem por completo, o que pode gerar uma grande frustração e fechar o canal de comunicação.
Linguagem confusa ou ambígua: usar uma linguagem que pode ser interpretada de diferentes maneiras é uma receita para a confusão.
É essencial ser específico e claro no que queremos comunicar para evitar mal-entendidos.
Ferramentas práticas: parafraseamento e uso de "mensagens eu"
Para superar essas barreiras, podemos aplicar ferramentas de comunicação muito eficazes.
Parafraseio: Esta técnica consiste em repetir com as nossas próprias palavras o que entendemos da mensagem da outra pessoa para confirmar que a interpretação está correta.
Por exemplo, pode-se dizer: «Então, o que eu entendo é que você está frustrado porque não falamos sobre isso antes, é isso mesmo?».
Esta simples verificação evita suposições e demonstra que estamos a ouvir ativamente.
Usar «mensagens eu» em vez de «mensagens tu»: em vez de usar frases acusatórias como «tu fazes sempre isso», que colocam a outra pessoa na defensiva, é mais construtivo usar frases que expressem os nossos próprios sentimentos.
Por exemplo, dizer: «Eu sinto-me frustrado quando isto acontece».
Essa mudança de enfoque reduz a probabilidade de uma reação defensiva e abre a porta para um diálogo mais honesto e colaborativo.
Resumo
Existem barreiras comuns que impedem uma comunicação fluida e genuína. Estas incluem a falta de atenção, julgamentos, interrupções e linguagem ambígua.
Para superar essas barreiras, podemos aplicar ferramentas de comunicação muito eficazes. Uma delas é a paráfrase: repetir com as nossas palavras o que entendemos para confirmar.
Outra ferramenta é usar «mensagens eu» em vez de «mensagens tu». «Eu sinto-me frustrado» reduz a defesa, ao contrário de «Tu fazes sempre isso».
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