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O luto após uma relação tóxica

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Transcrição O luto após uma relação tóxica


Fases do luto aplicadas à separação (Negação, Raiva, Negociação)

O fim de uma relação patológica desencadeia um processo de luto tão intenso e complexo quanto o que se segue à morte de um ente querido.

A psique humana precisa processar a perda, não apenas do parceiro, mas também da identidade construída e das esperanças futuras.

A primeira fase, a Negação, atua como um mecanismo de defesa imediato diante do choque.

A pessoa pode sentir-se incapaz de aceitar a irreversibilidade da separação, experimentando um profundo isolamento e uma sensação de irrealidade.

É nesse estágio de extrema vulnerabilidade que o risco de retomar o contacto é maior, impulsionado por uma ansiedade de separação que obscurece o julgamento sobre a toxicidade vivida. À medida que a realidade se instala, surge a raiva.

Esta fase é caracterizada por uma frustração explosiva; a vítima sente-se emocionalmente enganada ao reconhecer a injustiça do tratamento recebido e o investimento afetivo desperdiçado.

A raiva é dirigida ao ex-parceiro por ter destruído o vínculo com seus comportamentos nocivos, mas também pode se voltar contra si mesmo por ter tolerado o abuso.

Posteriormente, surge a Negociação, uma fase traiçoeira dominada pelo pensamento contrafactual ("e se...?").

A mente tenta desesperadamente reescrever a história: «se eu tivesse sido mais paciente», «se ele tivesse sido menos crítico».

É uma tentativa fútil de recuperar o controlo diante da impotência, buscando soluções mágicas para problemas estruturais.

Depressão e aceitação final

Quando a negociação falha e a raiva se esgota, instala-se a Depressão. Não é necessariamente um distúrbio clínico, mas uma resposta emocional profunda diante da certeza absoluta da perda.

A pessoa pode sentir que a sua vida carece de cor ou propósito, enfrentando o vazio deixado pela dinâmica intensa, embora dolorosa, da relação anterior.

É o momento de se render à realidade: não há mais nada a fazer.

Embora dolorosa, essa tristeza é necessária para se desapegar definitivamente da fantasia de mudança. Finalmente, o processo culmina na aceitação.

Ao contrário do que se acredita popularmente, isso não implica perdoar as ofensas nem esquecer os danos.

Significa simplesmente fazer as pazes com o facto de que a experiência aconteceu e terminou.

A carga emocional se dissipa; a lembrança deixa de provocar uma ativação fi


o luto apos uma relacao toxica

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