Transcrição Erros na contratação: o «pobrecitismo»
Contratar por necessidade emocional do candidato
Um dos grandes erros estratégicos na gestão de recursos humanos é o chamado "pobrecitismo" ou falta de foco na contratação.
Este erro ocorre quando o selecionador decide contratar um indivíduo com base na compaixão pela sua difícil situação pessoal ou económica, em vez de avaliar as suas competências técnicas e psicológicas para o cargo.
O recrutador esquece que o objetivo primordial da organização é ser sustentável e cumprir objetivos de produção ou serviço, não funcionar como uma instituição de caridade.
Quando um candidato enfatiza excessivamente a sua necessidade durante a entrevista, ele já está se posicionando no papel de vítima, o que prenuncia um comportamento disfuncional uma vez contratado.
Historicamente, diz-se que as empresas «não têm coração» e, embora isso possa soar cruel, reflete a realidade de que ninguém é indispensável e que a escolha deve basear-se em quem pode agregar mais valor à estrutura organizacional para garantir o benefício mútuo.
Consequências de ignorar o perfil técnico
Ignorar o perfil do cargo e as competências exigidas por dar prioridade a laços emocionais ou familiares (nepotismo) traz consequências nefastas a médio prazo.
A contratação rápida e precária de pessoal não qualificado geralmente resulta em furtos, má qualidade do produto, um ambiente de trabalho degradado e, finalmente, o fracasso da organização, especialmente em pequenas empresas.
O funcionário que entra sem o perfil adequado dificilmente se adaptará às normas e processos internos, tornando-se rapidamente um problema administrativo.
Além disso, contratar uma pessoa apenas por ser conhecida, sem um processo de seleção transparente, gera ressentimento no resto da equipa, que percebe injustiça e favoritismo.
O sucesso de uma empresa reside num processo de seleção limpo e técnico; contratar para «ajudar» um amigo ou familiar geralmente termina na demissão dessa mesma pessoa por mau comportamento, prejudicando não só a operação, mas também a relação pessoal prévia.
Resumo
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