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DEPRESSÃO EM ATLETAS

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Transcrição DEPRESSÃO EM ATLETAS


Preva lência e fatores de risco específicos do alto rendimento

A depressão é uma realidade clínica significativa no desporto de elite, muitas vezes invisibilizada pelo estigma da «força mental».

As estatísticas sugerem que até 20% dos atletas podem apresentar sintomas depressivos durante a sua carreira.

O ambiente desportivo apresenta catalisadores únicos: pressão extrema por resultados, perfeccionismo autocrítico, instabilidade laboral e isolamento social devido a calendários de viagens exigentes.

Ao contrário da tristeza transitória por uma derrota, a depressão clínica envolve uma alteração persistente do humor que afeta a funcionalidade global.

Um cenário de risco típico poderia ser o de um tenista do circuito profissional que viaja sozinho durante meses.

Após uma série de eliminações nas primeiras rondas, a combinação de solidão em hotéis, perda de classificação e incerteza financeira cria um terreno fértil para o desespero.

Se este atleta tiver ligado o seu valor humano exclusivamente ao seu desempenho em campo, o fracasso desportivo é interpretado como um fracasso existencial, desencadeando distorções cognitivas como o pensamento de «tudo ou nada», o que precipita o episódio depressivo.

Sintomas-chave e diferenças em relação à tristeza comum

É vital diferenciar entre a decepção normativa pós-competição e a depressão patológica.

Os sintomas de alerta incluem perda de interesse em atividades que antes davam prazer (anedonia), alterações significativas no sono ou no apetite, fadiga crónica não explicada pelo treino, irritabilidade constante e sentimentos excessivos de culpa ou inutilidade. Em casos graves, podem surgir ideias suicidas.

Consideremos uma ginasta que, apesar de estar fisicamente saudável, começa a chegar atrasada aos treinos, mostra uma apatia invulgar em relação à competição e perdeu peso drasticamente.

Enquanto os seus treinadores poderiam interpretar isso como «falta de comprometimento» ou «queda de rendimento», um psicólogo desportivo identificaria essas mudanças comportamentais, somadas ao isolamento do grupo, como potenciais indicadores de um transtorno do humor.

A intervenção precoce é crucial, pois a depressão não tratada não só destrói o desempenho, mas também coloca em risco a vida do in


depressao em atletas

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