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Limitações da dieta cetogénica no desporto

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Transcrição Limitações da dieta cetogénica no desporto


Supressão da via glicolítica e depleção muscular

O modelo cetogénico, caracterizado por uma mutilação extrema do aporte de açúcares, desencadeia uma crise profunda na fisiologia do exercício intenso.

Ao privar o organismo do seu abastecimento habitual, os enormes tanques de glicogénio depositados nas entranhas do músculo esvaziam-se completamente em poucos dias, arrastando consigo uma perda maciça de água corporal.

Perante a ausência desesperada deste combustível de alta octanagem, o metabolismo entra em estado de emergência e é forçado a desmantelar e devorar as suas próprias cadeias de proteínas musculares através da gliconeogénese, para conseguir manter o nível mínimo de açúcar vital no sangue.

Esta degradação peptídica é catastrófica para o atleta que procura preservar ou aumentar a sua hipertrofia magra.

Acumulação de amoníaco e implicações na fadiga

A destruição acelerada do tecido muscular para obter energia não é um processo metabolicamente limpo.

Ao queimar os seus próprios aminoácidos, o corpo liberta torrentes de resíduos químicos extremamente hostis, com destaque para a presença de amoníaco.

Este composto tóxico consegue vulnerar e infiltrar-se através da delicada barreira hematoencefálica do cérebro, instaurando um ambiente bioquímico envenenado que o indivíduo percebe como dores de cabeça violentas, irritabilidade e um esgotamento neuronal esmagador.

Clinicamente, esse excesso de resíduos nitrogenados também se manifesta externamente por meio de uma forte halitose e um odor corporal muito desagradável, sintomas inequívocos de que a máquina humana está a funcionar sob um regime de estresse catabólico severo.

Diminuição objetiva do desempenho de alta intensidade

Embora os defensores da cetose argumentem que o corpo se adaptará para queimar gordura infinitamente, a biologia da mitocôndria desmente a sua viabilidade para o desporto competitivo.

A oxidação de lipídios densos exige um fluxo gigantesco de oxigénio e ocorre a uma velocidade surpreendentemente lenta em comparação com a rápida explosão dos açúcares.

Quando o competidor precisa fazer mudanças bruscas de ritmo, acelerar em um sprint ou levantar cargas superlativas, a via da gordura é incapaz de fornecer o combustível a tempo.

Como resultado inevitável, o desempenho em disciplinas de potência, força explosiva ou resistência de alto limiar sofre uma queda paralisante, condenando o atleta cetogénico a operar sempre em velocidades subótimas e moderadas.


limitacoes da dieta cetogenica no desporto

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