Transcrição Efeitos adversos da desidratação desportiva
A deterioração proporcional do desempenho devido à perda de peso hídrico
A perda de fluidos corporais determina uma deterioração previsível e matemática da destreza atlética.
Fisiologicamente, quando um atleta perde apenas uma fração minúscula equivalente a 2% do seu peso físico através da transpiração, o seu desempenho geral e velocidade sofrem um colapso que oscila entre 10% e 20% do seu potencial máximo.
Se o indivíduo continuar a esgotar as suas reservas até atingir um défice de 4% ou 5%, os sintomas intensificam-se, levando a episódios violentos de náuseas, diarreia e uma diminuição do desempenho de cerca de um terço das suas capacidades.
Chegar ao extremo de perder 8% da massa hídrica causa vertigens graves, fraqueza paralisante e grave confusão neurológica.
Para ilustrar a gravidade, um atleta de setenta quilos que transpira alguns quilos sem os repor compromete totalmente a sua oportunidade de vitória.
Monitorização através da sintomatologia e da cor da urina
Identificar o défice de líquidos antes que atinja estágios prejudiciais é imperativo para qualquer competidor sério.
Muitas pessoas acumulam níveis crónicos de desidratação após dias exaustivos de treino sem as pausas para hidratação correspondentes.
O quadro sintomático inicial costuma ser camuflado por sensações de letargia incomum, dores de cabeça, falta de apetite e percepções exageradas de calor ambiente.
A estratégia clínica de campo mais eficiente para avaliar o nível de hidratação é a análise visual da excreção urinária.
Uma tonalidade intensamente amarela ou acastanhada e de alta concentração indica uma desidratação clara que deve ser revertida imediatamente, enquanto uma micção de cor pálida ou amarelada reflete que o organismo goza de um nível de fluidos perfeitamente equilibrado.
O perigo das roupas não respiráveis e práticas erradas
Numa busca mal orientada para reduzir rapidamente a massa corporal, certas pessoas recorrem à prática insensata de se agasalhar com roupas ou faixas de materiais plásticos e sintéticos durante as rotinas aeróbicas.
Esta estratégia é biologicamente catastrófica, uma vez que bloqueia completamente a evaporação do suor, impedindo a dissipação do calor metabólico.
Como resposta instintiva ao superaquecimento sufocante, o corpo bombeia quantidades ainda mais massivas de suor, provocando um rápido esvaziamento dos depósitos hídricos e levando o indivíduo a uma desidratação grave.
O peso que a balança indica como perdido é exclusivamente água vital que será recuperada no momento exato em que o atleta ingerir a sua próxima bebida.
Além disso, essa falsa ilusão de emagrecimento paralisa o metabolismo lipídico e aumenta exponencialmente o risco de sofrer um choque térmico fatal.
Resumo
A perda de fluidos corporais deteriora drasticamente as capacidades atléticas do indivíduo. Uma diminuição mínima de água provoca uma queda notável no desempenho, enquanto perdas maiores causam náuseas, fraqueza profunda e estados perigosos de confusão.
Monitorizar o estado hídrico é fundamental para o sucesso competitivo. O aparecimento repentino de fortes dores de cabeça e uma coloração extremamente escura na urina são sinais clínicos inegáveis de uma grave desidratação interna.
Usar roupas sintéticas para obter uma rápida redução de peso é uma prática muito arriscada. Esses materiais bloqueiam a evaporação natural, elevando perigosamente a temperatura central sem nunca gerar uma oxidação real do tecido adiposo.
efeitos adversos da desidratacao desportiva