Transcrição O Educador do Futuro
O discernimento ético face à inteligência artificial
Num mundo onde o acesso ao conhecimento técnico é ubíquo e imediato graças à Internet e à inteligência artificial, o papel do educador muda drasticamente.
Já não é necessário um professor que seja uma enciclopédia ambulante, pois qualquer informação (desde como programar código até como realizar uma cirurgia complexa) está a um clique de distância.
O valor acrescentado do educador do futuro reside no discernimento. A sua função é ensinar o aluno a navegar no oceano de informação, distinguindo a verdade da falsidade, o ético do útil e o relevante do acessório.
A competência crítica será a capacidade de fazer as perguntas certas à máquina e de interpretar as respostas com um critério humanista.
O professor-coach torna-se um farol moral e estratégico. Embora a IA possa processar dados a uma velocidade inatingível para o cérebro humano, ela carece da capacidade de empatia, de compreender o contexto emocional e de tomar decisões baseadas em valores.
É aí que o educador é insubstituível: na formação do caráter e no desenvolvimento do pensamento crítico que nenhuma tecnologia pode replicar.
O professor como referência de humanidade e competências sociais
O perfil do educador exigido pelo século XXI é o de um especialista em humanidade. As empresas e a sociedade já não procuram apenas títulos académicos, mas sim competências sociais (soft skills): resiliência, trabalho em equipa, comunicação assertiva e liderança.
Essas competências não se aprendem lendo um manual, mas por osmose e prática em um ambiente social.
O professor deve incorporar essas habilidades. Ele não pode ensinar gestão do stress se vive ansioso, nem ensinar colaboração se trabalha isolado.
O educador transforma-se num mentor de vida que acompanha o aluno na sua transição para a maturidade.
Num ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA), o aluno precisa de uma referência de estabilidade e adaptabilidade.
O sucesso do sistema educativo dependerá da sua capacidade de formar pessoas íntegras que saibam «ser» e «conviver», para além de «saber» e «fazer».
A tecnologia será a ferra
o educador do futuro