Transcrição Liderança Transformacional
Do autoritarismo à liderança humana e adaptativa
No contexto atual das instituições educativas, observa-se uma transição necessária dos modelos tradicionais de gestão para abordagens mais orgânicas e flexíveis.
Historicamente, e de forma muito marcante em certas culturas, a figura do diretor ou reitor tem sido confundida com a do autoritário, onde a tomada de decisões era unilateral e a modificação de uma diretriz era vista como um sinal de fraqueza. No entanto, o coaching educacional propõe um modelo de liderança adaptativa.
Este estilo de gestão entende que a rigidez é um fator de risco num ambiente em mudança e que a verdadeira força reside na capacidade de ajustar o rumo de acordo com as necessidades do contexto e das pessoas.
O líder transformacional não é aquele que impõe a sua visão a partir de uma torre de marfim, mas aquele que é capaz de descer ao terreno e conectar-se humanamente com a sua equipa.
Trata-se de exercer uma autoridade baseada na auctoritas (prestígio e confiança) mais do que na potestas (poder hierárquico).
Este gestor utiliza ferramentas de coaching para ouvir ativamente o seu pessoal, validar as suas emoções e empoderá-los, compreendendo que uma equipa que se sente ouvida é uma equipa que se compromete com os objetivos institucionais.
A gestão humana torna-se assim a vantagem competitiva mais importante da organização escolar.
Navegar pela complexidade de interesses na comunidade educativa
Dirigir um centro educativo é, em essência, gerir um ecossistema complexo onde coexistem múltiplos atores com agendas muitas vezes divergentes.
O gestor encontra-se no centro de uma rede de tensões: as expectativas académicas e emocionais dos alunos, as exigências de proteção e resultados das famílias, as necessidades laborais e profissionais dos professores e as exigências económicas ou estratégicas dos proprietários ou da administração pública.
O desafio da liderança reside na capacidade de navegar entre esses interesses sem perder o rumo pedagógico.
Para o conseguir, o líder deve agir como um mediador experiente e um arquiteto de consensos.
Não se trata de dar razão a todos, o que é impossível, mas de alinhar essas diferentes visões sob um propósito comum superior.
Utilizando a visão sistémica do coaching, o gestor trabalha para que cada setor compreenda que o sucesso de um depende do sucesso do todo.
Por exemplo, alinhar as famílias com a metodologia do centro não através da imposição, mas s
lideranca transformacional