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Deficiência intelectual e síndrome de Down

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Transcrição Deficiência intelectual e síndrome de Down


Aprendizagem por modelagem e decomposição de tarefas

A intervenção educativa em casos de deficiência intelectual baseia-se em tornar a aprendizagem acessível, funcional e tangível.

Uma das estratégias mais eficazes é a Análise de Tarefas, que consiste em fragmentar uma habilidade complexa ou um conceito abstrato em uma sequência de pequenos passos gerenciáveis.

O aluno não enfrenta o objetivo final de uma só vez, mas conquista micro-objetivos sucessivos, o que mantém a sua motivação elevada e reduz a frustração.

Cada passo é ensinado, praticado e reforçado até à sua consolidação antes de passar para o seguinte, utilizando técnicas de encadeamento para a frente ou para trás. A aprendizagem por modelagem é outra coluna vertebral da metodologia.

Dado que instruções verbais longas e complexas podem saturar a memória de trabalho, o professor deve demonstrar fisicamente «como se faz».

O aluno observa, imita e depois executa com apoio, que é gradualmente retirado (andaime).

O ensino deve ser multissensorial e, acima de tudo, funcional: priorizar os aprendizados que têm uma aplicação direta na vida cotidiana do aluno, como o manejo do dinheiro, a autonomia no transporte ou as habilidades de autocuidado, garantindo que a educação se traduza em independência real.

Leitura global e foco nas habilidades de autonomia

No caso específico dos alunos com síndrome de Down, ficou demonstrado que eles possuem uma excelente memória visual, o que contrasta com as dificuldades no processamento auditivo sequencial.

Por esta razão, os métodos tradicionais de leitura fonética (letra a letra) tendem a ser menos eficazes.

Em vez disso, é dada prioridade ao Método de Leitura Global, onde se ensina a criança a reconhecer palavras completas significativas (como o seu nome ou «mamã») associando-as diretamente à sua imagem e significado.

Esta abordagem aproveita a sua força visual para aceder à leitura e escrita de forma mais rápida e motivadora, introduzindo a análise fonológica numa fase posterior.

A intervenção também deve colocar um foco intensivo nas habilidades de autonomia e comportamento adaptativo.

Além dos conteúdos académicos, o currículo deve ser adaptado para incluir o treino explícito em competências sociais, gestão do tempo e organização pessoal.

Dado que estes alunos costumam apresentar hipotonia muscular e dificuldades na motricidade fina, o uso de adaptações para a escrita ou suporte tecnológico (tablets) pode faci


deficiencia intelectual e sindrome de down

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