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A família como sistema educativo

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Transcrição A família como sistema educativo


Funções biológicas, afetivas e de transmissão de valores

A família constitui o núcleo primitivo de socialização e educação, atuando como o primeiro e mais influente cenário de aprendizagem para o indivíduo.

A sua função transcende a mera sobrevivência biológica; é a matriz onde se forja a identidade, a segurança emocional e o sistema de crenças do aluno.

Os pais e tutores não educam apenas através do discurso verbal, mas principalmente através do modelo comportamental.

As crianças e os adolescentes absorvem os padrões de comportamento, a gestão da frustração e a ética de trabalho que observam diariamente nos seus adultos de referência.

Portanto, o lar é uma "escola de valores" experiencial, onde se estabelecem as bases da personalidade que mais tarde se manifestarão na sala de aula. A função afetiva é o suporte vital da aprendizagem.

Um ambiente familiar que proporciona segurança psicológica permite que o cérebro da criança se desenvolva de forma ideal, livre da toxicidade do stress crónico.

Quando a família valida as emoções e oferece amor incondicional (não sujeito a qualificações), o aluno desenvolve uma autoestima sólida.

Essa base segura é indispensável para que o aluno se atreva a explorar o mundo, assumir riscos intelectuais e se relacionar de forma saudável com seus colegas e professores.

Estilos parentais: do controlo à orientação

A dinâmica educativa em casa é geralmente classificada em três estilos parentais que têm um impacto direto no perfil do aluno.

O estilo autoritário, caracterizado por alta exigência e baixo afeto, geralmente gera alunos obedientes, mas com baixa autonomia e alta ansiedade.

O estilo permissivo, com alto afeto, mas sem limites claros, pode resultar em dificuldades de autodisciplina e tolerância à frustração.

O modelo que promove o coaching educativo é o estilo democrático ou autoritativo.

Nesta abordagem, combinam-se regras claras e expectativas elevadas com uma calorosa empatia emocional constante e uma comunicação bidirecional.

O desafio atual para as famílias é passar de um papel de «supervisores» ou «controladores» para um papel de «guias estratégicos».

Isso implica deixar de gerir a agenda do filho para ensiná-lo a gerir a si mesmo.

A família democrática incentiva a negociação e o raciocínio por trás das regras, permitindo que o filho compreenda o sentido da responsabilidade.

Ao adotar esse estilo, o lar se torna um laborat


a familia como sistema educativo

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