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Distorções da realidade: Ancoragem e Disponibilidade

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Distorções da realidade: Ancoragem e Disponibilidade


Influência de dados arbitrários nos julgamentos de valor

Outra distorção cognitiva profundamente enraizada é o viés de âncora, que demonstra a nossa vulnerabilidade perante dados numéricos completamente irrelevantes.

Numa famosa experiência, foi pedido aos participantes que anotassem os últimos dígitos do seu documento de identificação e, em seguida, estimassem o ano de construção de um monumento histórico famoso.

Surpreendentemente, aqueles cujos números de identificação terminavam em números altos calcularam datas muito mais recentes, enquanto aqueles com números baixos estimaram datas mais antigas.

Apesar de o número de identificação não ter absolutamente nenhuma relação com o evento histórico, o cérebro utiliza esse primeiro dígito fornecido como uma âncora mental para formular a sua resposta.

Este fenómeno explica por que aceitamos preços elevados em artigos tecnológicos modernos; o custo elevado fixado pelos primeiros fabricantes no mercado estabeleceu-se como a norma, condicionando-nos a perceber esses preços como razoáveis ao compararmos qualquer produto novo.

Alteração da perceção do risco por saturação de informação

A nossa mente também é vítima do viés de disponibilidade, um mecanismo que altera drasticamente a nossa perceção do risco com base na facilidade com que nos lembramos de um evento.

Quando estamos expostos a um bombardeamento constante de notícias sobre um acontecimento trágico específico, o nosso estado de alerta dispara de forma irracional.

Por exemplo, se os noticiários reportarem o colapso de um edifício, muitas pessoas começarão a sentir um pânico injustificado ao entrar em qualquer estrutura alta.

Da mesma forma, após um acidente ferroviário amplamente divulgado pelos meios de comunicação, a população evitará utilizar o comboio, preferindo viajar de carro.

No entanto, se consultarmos os dados estatísticos, descobriremos que o transporte ferroviário continua a ser infinitamente mais seguro do que circular nas autoestradas.

Ao estarmos saturados de informação sobre um perigo recente e altamente visível, sobredimensionamos a sua probabilidade real de ocorrência, esquecendo-nos completamente dos riscos quotidianos e estatisticamente mais letais aos quais já nos tornámos insensíveis.

Resumo

O efeito âncora demonstra como números completamente irrelevantes condicionam as nossas avaliações futuras. Estabelecer um preço inicial elevado altera a perceção de valor de qualquer produto oferecido.

A disponibilidade de notícias recentes aumenta drasticamente o nosso nível de alerta. Acontecimentos improváveis, mas mediáticos, provocam medos irracionais que alteram fortemente o comportamento do consumidor.

As impressões iniciais e os dados facilmente memorizáveis dominam a nossa mente. Gerir adequadamente a informação visível previne reações desproporcionadas e facilita uma orientação muito melhor.


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