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Modelo das emoções e mitos

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Transcrição Modelo das emoções e mitos


O ciclo de retroalimentação cognitivo-comportamental

As emoções operam dentro de um sistema dinâmico e circular que envolve o evento desencadeador, a interpretação cognitiva, a resposta emocional e a ação resultante.

Um evento externo (como um ruído alto) é interpretado pela mente (como uma ameaça de intrusão), o que gera uma emoção (medo) e motiva uma ação (esconder-se ou investigar).

Este ciclo perpetua-se; a ação tomada e a emoção sentida influenciam, por sua vez, os pensamentos futuros, criando um ciclo vicioso.

Se o medo for respondido com evitação constante, reforça-se a crença de que o mundo é perigoso e aumenta-se a ansiedade a longo prazo.

Compreender este modelo permite identificar em que ponto do ciclo se pode intervir: mudando a interpretação do evento ou modificando a resposta comportamental para alterar a emoção resultante.

Desmantelamento de mitos culturais e pessoais

Grande parte da desregulação provém de crenças erradas ou «mitos» sobre como as emoções devem funcionar.

Ideias como «se sinto algo, deve ser verdade» (raciocínio emocional) ou «não deveria sentir-me assim se sou forte» são barreiras comuns.

Esses mitos funcionam como regras rígidas que geram emoções secundárias de culpa ou vergonha quando violadas.

Por exemplo, a crença de que existe uma forma "correta" de sentir num funeral pode levar alguém a julgar-se duramente se sentir alívio em vez de pura tristeza.

O trabalho de regulação envolve questionar essas suposições, entendendo que as emoções não são fatos, mas respostas biológicas complexas que não definem a realidade objetiva nem o valor moral do indivíduo.

O reforço de comportamentos através da emoção

As emoções atuam como poderosos reforçadores do comportamento. Muitos comportamentos desadaptativos se repetem porque oferecem um alívio temporário a uma emoção dolorosa ou geram uma emoção desejada a curto prazo.

Por exemplo, um indivíduo pode recorrer à agressão verbal porque, momentaneamente, transforma a sensação de vulnerabilidade ou vergonha numa sensação de poder e controlo.

Da mesma forma, o consumo de substâncias pode ser usado para silenciar a ansiedade.

Embora essas estratégias tenham custos devastadores a longo prazo, o cérebro prioriza a recompensa emocional imediata.

Reconhecer essa função de "recompensa" é crucial para quebrar o vínculo entre o mal-estar emocional e o comportamento impulsivo, substituindo-o por estratégias que ofereçam regulação sem destruição.

Resumo

As emoções funcionam num ciclo dinâmico que envolve eventos, interpretações, sentimentos e ações. Este ciclo perpetua-se, onde o comportamento resultante influencia novamente os pensamentos futuros.

A desregulação alimenta-se de mitos culturais errados, como acreditar que as emoções são fatos absolutos. Desafiar essas regras rígidas é essencial para evitar emoções secundárias de vergonha ou culpa desnecessárias.

Os comportamentos desadaptativos se repetem porque atuam como reforços que aliviam temporariamente a dor. Compreender essa função de recompensa imediata é fundamental para substituir a impulsividade por estratégias de regulação eficazes.


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