Barreiras à escuta
Julgar prematuramente
Um dos maiores obstáculos à comunicação eficaz é o «filtro do julgamento».
Muitas vezes, enquanto o interlocutor fala, a mente do receptor já está a avaliar, criticar ou rotular a mensagem com base em preconceitos ou experiências passadas.
Este julgamento prematuro bloqueia a entrada de novas informações, pois o cérebro decide que "já sabe" o que o outro vai dizer ou que não tem valor. A escuta ativa exige uma suspensão temporária do julgamento.
Deve-se adotar uma mentalidade de curiosidade neutra, permitindo que o emissor complete seu argumento antes de formar uma opinião.
Julgar continuamente não só distorce a compreensão da mensagem real, como também se reflete na linguagem não verbal (sobrancelhas franzidas, gestos de impaciência), o que pode colocar o interlocutor na defensiva e encerrar a comunicação.
Preparar a resposta enquanto o outro fala
O erro mais comum nas conversas, especialmente em discussões ou debates, é parar de ouvir para começar a redigir o próprio roteiro de resposta.
Em vez de processar o que está a ser dito no momento presente, a mente se desconecta para ensaiar o contra-argumento ou a réplica engenhosa.
Quando isso acontece, perde-se grande parte do conteúdo verbal e quase toda a informação emocional e não verbal do interlocutor. O resultado é um «diálogo de surdos», em que dois monólogos se cruzam sem se tocarem.
Para evitar isso, é necessário disciplinar a mente para se manter no «aqui e agora» da escuta, confiando que, assim que o outro terminar, haverá tempo suficiente (ou pode-se pedir uma pausa) para formular uma resposta adequada e conectada com a realida
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