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Plano de ação contínuo

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Transcrição Plano de ação contínuo


Auditoria periódica da vida

A manutenção da autoestima profissional requer uma vigilância constante, semelhante a um check-up de saúde.

É fundamental realizar "auditorias de vida" periódicas para avaliar honestamente onde estamos em relação aos nossos objetivos e valores.

Muitas vezes, evitamos olhar para trás por medo do que encontraremos, mas essa revisão é necessária para não vivermos em piloto automático.

Devemos perguntar-nos: «Em que áreas cedi o meu poder?», «Onde estou a cair em velhos padrões de complacência ou evasão?».

Ao examinar as nossas vitórias e derrotas recentes com um olhar crítico, mas compassivo, podemos ajustar o rumo.

Esta prática de autoavaliação regular impede que a síndrome do impostor se reinstale silenciosamente e garante que estamos a viver de acordo com a nossa própria definição de sucesso, não a dos outros.

Mentoria reversa como espelho de valor

Uma estratégia excepcionalmente eficaz para combater a sensação de fraude é assumir o papel de mentor.

Muitas vezes, as pessoas com síndrome do impostor acreditam que não têm nada a ensinar.

No entanto, ao orientar alguém com menos experiência, elas são obrigadas a externalizar e estruturar o seu próprio conhecimento acumulado.

Este processo funciona como um espelho da realidade: ao ver como o nosso conselho ajuda outra pessoa a crescer, recebemos uma prova tangível da nossa competência e experiência.

Ser mentor ajuda-nos a reconhecer o valor único da nossa trajetória de vida e profissional, validando internamente que, de facto, somos especialistas na nossa área e temos muito a contribuir.

O compromisso com o crescimento desconfortável

Por fim, a manutenção a longo prazo implica uma redefinição do conforto.

Devemos aceitar que a síndrome do impostor pode nunca desaparecer completamente, especialmente se continuarmos a inovar.

Como sugere Seth Godin, sentir-nos impostores pode ser um bom sinal: indica que estamos a liderar, a criar e a operar fora da nossa zona de conforto.

O compromisso não é com a ausência de medo, mas com o crescimento contínuo. Se escolhemos avançar e expandir-nos, escolhemos também o desconforto do novo.

Ao normalizar essa sensação como parte do preço da excelência e da inovação, deixamos de lutar contra ela e a usamos como combustível.

Celebramos não apenas o resultado, mas a coragem de viver à altura d


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