Transcrição O que é (e o que não é) o perdão?
O perdão é uma das ferramentas mais poderosas e, muitas vezes, mais mal interpretadas para a cura emocional e a restauração das relações.
Não é um ato de fraqueza, mas uma decisão consciente que nos permite libertar o peso do passado para podermos seguir em frente.
Compreender o que é o perdão e, acima de tudo, o que ele não é, é fundamental para poder aplicá-lo de forma eficaz em nossas vidas.
Desmistificar este conceito liberta-nos de expectativas irrealistas e abre-nos a porta para uma paz interior genuína.
Definição do perdão como uma decisão consciente de se libertar do ressentimento
Na sua essência, o perdão é o processo de libertar-se voluntariamente da raiva, do ressentimento e do desejo de vingança em relação a alguém que nos causou dor.
Não é um sentimento que surge por magia, mas uma decisão consciente que tomamos para o nosso próprio bem-estar.
Trata-se de libertar o peso emocional negativo associado à ofensa, permitindo-nos curar e deixar de estar presos ao sofrimento que nos causaram.
Perdoar é um ato de libertação interna que não depende da outra pessoa, nem do facto de ela pedir desculpa ou não.
É uma escolha que fazemos para deixar de dar poder ao passado sobre o nosso presente.
Ao perdoar, não estamos a dizer que a ofensa não importou, mas que escolhemos não permitir que essa ofensa continue a controlar as nossas emoções e a nossa vida.
É um ato de empoderamento pessoal que nos devolve a paz.
Perdoar não é necessariamente esquecer, justificar ou reconciliar-se
Existem muitas ideias erradas sobre o perdão que podem dificultar o processo. É crucial entender que perdoar não implica nenhuma das seguintes ações:
Não é esquecer: Perdoar não significa apagar da memória o que aconteceu. A lembrança do dano pode permanecer, mas ao perdoar, ela deixa de ter o poder de nos causar dor.
Na verdade, esquecer pode impedir-nos de aprender com a experiência para nos proteger no futuro.
Não é justificar ou desculpar: Perdoar não é o mesmo que dizer que o comportamento prejudicial da outra pessoa foi correto ou que ela tinha um bom motivo para agir assim.
É possível perdoar alguém e, ao mesmo tempo, continuar a reconhecer que a sua ação foi errada e inaceitável.
Não é necessariamente reconciliar-se: embora o perdão possa abrir a porta para a reconc
o que e e o que nao e o perdao