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Implicações da obesidade central e periférica

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Transcrição Implicações da obesidade central e periférica


Padrões de distribuição genéticos e hormonais

A anatomia humana não distribui o tecido excedente aleatoriamente; o armazenamento de gordura obedece a uma regra ditada pela herança genética e pelo perfil endócrino.

O metabolismo masculino, banhado incessantemente em testosterona, apresenta uma marcada predisposição para armazenar o peso no núcleo abdominal e no tronco, forjando a perigosa estrutura em forma de maçã.

Paralelamente, a fisiologia feminina opera sob o comando dos estrogénios, hormonas que direcionam inteligentemente o excesso de energia para os quadris, o tecido mamário e as coxas, esculpindo o clássico formato de pêra.

Após a cessação menstrual e a queda do estrogénio, a gordura feminina abandona a periferia e migra letalmente para a barriga, mimetizando o risco masculino.

Índices cintura-quadril e saúde cardiovascular

Conhecer a localização da adiposidade revela diagnósticos imensamente mais críticos do que simplesmente saber o peso total numa balança.

As organizações de saúde promovem o registo do diâmetro da cintura em comparação com a amplitude das ancas para prever catástrofes coronárias.

Fazendo uma divisão matemática entre os dois números, descobrem-se os limites do risco.

Para a população feminina, uma relação superior a zero vírgula oito anuncia complicações graves, enquanto os homens acionam os alarmes hospitalares ao ultrapassar a barreira de zero vírgula noventa e cinco.

Acumular o diâmetro excessivo exclusivamente na região equatorial triplica a probabilidade estatística de sofrer enfartes agudos do miocárdio e distúrbios biliares crónicos.

O risco aterogênico da gordura visceral pura

O verdadeiro pânico clínico surge quando a gordura transcende o plano subcutâneo e se encista profundamente na cavidade visceral, asfixiando os órgãos internos.

Ao contrário dos adipócitos alojados nos membros inferiores, esta densa camada interna comporta-se como uma glândula venenosa, secretando incessantemente compostos inflamatórios.

A sua extrema proximidade com o órgão hepático é fatal; os lípidos viscerais drenam torrentes de ácidos gordos diretamente para o fígado através da espessa veia porta.

Essa avalanche lipídica força o metabolismo hepático a produzir volumes colossais de colesterol, obstruindo agressivamente o fluxo das artérias e desencadeando uma bomba-relógio aterogênica que destrói o sistema cardiovascular por dentro.

Resumo

O empacotamento do tecido adi


implicacoes da obesidade central e periferica

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