Transcrição Redistribuição dos papéis narrativos
Posicionamento do consumidor como figura principal
Um erro paradigmático nas estratégias publicitárias convencionais consiste em posicionar a corporação, ou os seus artigos, como os salvadores absolutos da trama.
A neurociência aplicada ao discurso comercial estabelece categoricamente que o único protagonista legítimo da história deve ser o próprio consumidor.
O indivíduo aproxima-se do mercado enfrentando dilemas específicos, aspirando a superar obstáculos que limitam o seu desenvolvimento ou conforto.
Se a narrativa corporativa se concentrar exclusivamente em elogiar a excelência institucional, o espectador perderá o interesse instantaneamente, pois não conseguirá se ver refletido na narrativa.
Para captar a atenção genuína do público, a comunicação deve centrar-se nos desafios quotidianos do cliente, atribuindo-lhe o papel principal indiscutível.
Ao colocar o comprador no centro da narrativa, sua luta é legitimada e seu esforço validado, gerando um senso de identificação inquebrantável.
Esta reconfiguração de papéis garante que o utilizador permaneça imerso na trama, ansioso por descobrir como alcançará a vitória definitiva sobre as suas tribulações particulares.
A organização assume a função de facilitadora
Depois de conceder protagonismo absoluto ao cliente, a organização deve assumir o papel fundamental de mentor ou facilitador especialista.
O protagonista, confrontado com uma adversidade que não pode resolver de forma autónoma, necessita de assistência especializada para alcançar o seu objetivo.
A empresa intervém na narrativa não para ofuscar o herói, mas para lhe fornecer as ferramentas necessárias que garantirão o seu triunfo.
Tomemos como referência uma marca dedicada à nutrição de animais domésticos; o personagem central é uma pessoa inexperiente que adota um cachorro e desconhece os protocolos adequados de alimentação.
A empresa comercial atua como um sábio conselheiro que esclarece as suas dúvidas, oferecendo soluções precisas que lhe permitem cuidar da melhor forma do seu novo animal de estimação.
Ao estruturar a mensagem sob este esquema de cooperação, o produto deixa de ser percebido como uma despesa para se transformar num recurso indispensável.
A empresa consolida a sua autoridade operando a partir da empatia, garantindo a lealdade de um consumidor
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