Transcrição Foco e resistência
A mecânica da atenção e a criação da realidade
No âmbito da atração interpessoal e da dinâmica dos sistemas, o «foco» não é simplesmente uma ferramenta de concentração, mas o principal mecanismo de criação de experiência.
A premissa fundamental estabelece que aquilo a que prestamos atenção sustentada se expande e se ativa na nossa realidade experiencial.
O trabalho pessoal não consiste em forçar o universo a dar-nos o que queremos, mas sim em calibrar a nossa lente mental para permitir que o desejado entre.
O conflito surge quando, embora desejemos amor ou conexão, o nosso foco está obsessivamente fixado na ausência desses elementos. Essa discrepância cria uma vibração de "resistência".
Para diagnosticar se estamos num estado de resistência ou de permissão, devemos observar a nossa resposta fisiológica e emocional imediata. O corpo atua como uma bússola de alta precisão.
Se, ao pensar na relação, sentimos contração no estômago, tensão nos ombros ou peso, estamos a focar-nos de uma forma que bloqueia o fluxo do bem-estar.
Por outro lado, a sensação de leveza, clareza ou entusiasmo indica que o foco está alinhado com a consecução do objetivo.
A fórmula mestra para a manifestação requer praticar a presença mental do que ansiamos (a sensação de companhia, o apoio), em vez de ruminar sobre a sua atual falta.
Auditoria de listas: Resistência vs. Permissão
Podemos categorizar os nossos hábitos mentais em duas listas operacionais. A «Lista de Resistência» inclui comportamentos cognitivos como ficar obcecado com o que não funciona, ruminar sobre ofensas passadas, sentir inveja da felicidade alheia ou criticar-se duramente.
Por exemplo, se uma pessoa passa horas a rever as redes sociais e a sentir-se infeliz porque todos parecem ter parceiros perfeitos, exceto ela, está a investir energia na carência.
Isso gera um sinal eletromagnético de "falta" que repele precisamente a conexão que ela busca.
Em contrapartida, a "Lista de Permissão" ou de fluxo inclui ações como apreciar o que funciona no presente, desfrutar de temas que evocam alegria sem esforço e celebrar o sucesso alheio como prova de que é possível.
Se alguém se concentra na gratidão pelas amizades leais que já tem ou em desfrutar da sua própria companhia, está a emitir um sinal de plenitude.
Alimentamos essa abordagem através de múltiplos canais: o nosso diálogo interno, as palavras que escrevemos em mensagens, a música que consumimos e as cre
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