Autocontrolo perante a adversidade externa
Desvinculação das emoções alheias
Os profissionais altamente eficazes dominam a arte de não se deixarem afetar nem contaminar pelas energias nocivas presentes num ambiente tenso.
Possuem plena consciência da atmosfera que desejam projetar e blindam-se contra o caos que os rodeia.
É fundamental compreender que nenhum trabalhador tem de assimilar ou carregar com as emoções tóxicas das pessoas a quem presta assistência; cada pessoa é dona exclusiva do seu próprio estado de espírito.
Ao dissociar-se da raiva externa, o especialista evita que as circunstâncias adversas ditem o seu comportamento ou condicionem o seu bem-estar psicológico.
As emoções primárias, como a raiva ou a frustração, assaltam os seres humanos de forma física e reativa perante estímulos externos.
No entanto, ao manter uma barreira invisível e não interiorizar esses ataques, consegue-se isolar o núcleo profissional de qualquer negatividade, permitindo que a intervenção se baseie na lógica e não no contágio do pânico alheio.
Exercícios para não levar os ataques a peito
Para evitar que as agressões verbais prejudiquem a autoestima, é vital diferenciar entre uma emoção efémera e um sentimento cultivado.
Enquanto as emoções são automáticas e passageiras, os sentimentos são interpretações conscientes que o indivíduo escolhe prolongar no tempo.
Perante uma discussão, o exercício principal consiste em perguntar-se internamente que sentimento específico se deseja injetar nessa conjuntura.
Agir como um gerador de positividade requer disciplina para transformar o caos exterior em atitudes construtivas, levando alegria e entusiasmo a quem está ofuscado.
Se se determinar mentalmente o clima emocional que se pretende instaurar desde o início até ao fim do encontro, as palavras duras do interlocutor perdem todo o seu peso ofensivo.
O profissional deixa de ser uma vítima passiva de um ataque para se tornar o diretor emocional da cena, conseguindo assim que o descontentamento alheio não seja percebido como um insulto dirigido à sua pessoa, mas como um mero obstáculo operacional.
Resumo
Proteger-se das energias tóxicas exige uma dissociação mental absoluta. O profissional nunca deve absorver a raiva alheia nem permitir que ela condicione a sua atitude diária.
As emoções externas são impulsos automáticos que não devem ser interiorizados. Isolar-se da negatividade permite manter a objetividade necessária para resolver os problemas operacionais do dia a dia.
Selecionar conscientemente o sentimento a projetar neutraliza as agressões. Dirigir o clima emocional do encontro evita interpretar as queixas como ataques pessoais diretos.
autocontrolo perante a adversidade externa