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O poder da narrativa para conectar e tornar a sua mensagem memorável

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Transcrição O poder da narrativa para conectar e tornar a sua mensagem memorável


Por que o nosso cérebro prefere histórias a dados

O storytelling, ou a arte de contar histórias, é uma das ferramentas de comunicação mais antigas e eficazes que existem.

O nosso cérebro está, essencialmente, programado para prestar atenção e lembrar-se de narrativas.

Ao contrário dos dados brutos, números ou estatísticas — que muitas vezes são abstratos e facilmente esquecidos —, uma história bem contada fica gravada na nossa memória de uma forma muito mais profunda e duradoura.

Isto porque as histórias não só fornecem informação, como também a envolvem num contexto emocional e relacional que o nosso cérebro processa de forma mais integral.

Portanto, se quiser que a sua mensagem não seja apenas ouvida, mas também lembrada, transformá-la numa história é a estratégia mais poderosa que pode empregar.

Os três pilares do impacto: emoção, conexão e memorabilidade

Uma história bem contada vai muito além da simples transmissão de informação; o seu verdadeiro poder reside em três efeitos-chave.

Em primeiro lugar, cria uma conexão emocional, permitindo que o público se identifique consigo e com a sua mensagem a um nível muito mais profundo.

Em segundo lugar, torna a informação memorável e fácil de relacionar, uma vez que o público pode associar os conceitos que apresenta a personagens e situações concretas.

Por fim, constrói um maior grau de envolvimento, transformando os ouvintes de meros observadores passivos em participantes ativos da narrativa que está a tecer.

Por exemplo, em vez de um dado enfadonho como «As nossas vendas aumentaram 20%», uma história impactante seria: «Há um ano, a nossa empresa estava à beira da falência.

Após meses de esforço e graças a uma nova estratégia, conseguimos aumentar as nossas vendas em 20%".

A arquitetura de uma boa história: início, clímax e desfecho

Para que uma história seja realmente eficaz, ela deve seguir uma estrutura clara e comprovada que guie o público por uma jornada emocional e lógica. Essa arquitetura é composta por três atos fundamentais:

O início (o gancho): deve começar apresentando o problema ou a situação inicial de uma forma que capte a atenção do seu público desde o primeiro segundo.

Uma pergunta intrigante ou uma afirmação surpreendente são excelentes maneiras de começar.

O Desenrolar (O Conflito e a Transformação): Esta é a parte central da história, onde descreve a luta, a viagem ou o ponto de viragem. É aqui que se gera a tensão e se mantém o interesse do público.

O Desfecho (A Resolução e a Moral): A história deve terminar com uma resolução clara do conflito e, mais importante, uma lição ou mensagem-chave que o público possa levar consigo.

Estratégias práticas para integrar o storytelling

Incorporar histórias nas suas apresentações é mais fácil do que parece. Não precisa de grandes epopeias; mesmo eventos da sua vida quotidiana podem ser transformados em narrativas convincentes. Algumas das estratégias mais eficazes incluem:

Partilhar uma experiência da vida real: falar sobre um desafio pessoal e como o superou gera autenticidade e empatia.

Criar um cenário com o qual o público se possa identificar: apresentar uma situação hipotética que reflita os problemas ou aspi


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