Transcrição Como persuadir em situações desfavoráveis e diante de argumentos contrários
A tática do desvio: apelando para princípios universais
Quando nos encontramos numa situação de comunicação claramente desfavorável, em que os detalhes e o contexto imediato jogam contra nós, a estratégia mais inteligente não é insistir nesses pontos, mas mudar o enquadramento da conversa.
Nestes casos, a persuasão mais eficaz é alcançada apelando a princípios universais e verdades aceites por todos.
Trata-se de elevar o debate do particular e conflituoso para o geral e indiscutível.
Ao apresentar argumentos sólidos, racionais e abrangentes, sobre os quais não pode haver discordância, obrigamos o nosso público a concordar e a aceitar parte do nosso raciocínio.
Este simples ato de chegar a um acordo num plano superior semeia a dúvida sobre a certeza da sua posição inicial e permite-nos ganhar pontos num terreno que, a priori, parecia perdido.
O contra-ataque estratégico: atacando os pontos fracos
Quando o desafio não é o contexto, mas a solidez dos argumentos contrários, a estratégia deve mudar.
Em vez de tentar uma refutação frontal, é muito mais eficaz identificar e atacar os pontos mais fracos da argumentação do nosso oponente. A ferramenta indispensável para conseguir isso é a escuta ativa.
Prestar atenção profunda e genuína ao que a outra parte expõe nos fornece as informações necessárias para detectar as falhas ou contradições em seu discurso.
Por outro lado, ao demonstrar interesse pelos seus argumentos, aumentamos a nossa própria credibilidade e projetamos uma imagem de imparcialidade, o que predispõe o público a nosso favor.
O tom duplo: racional para defender, emocional para atacar
A persuasão eficaz também implica uma modulação estratégica do tom. Ao apresentar os nossos próprios argumentos, devemos optar por uma abordagem mais racional e assertiva, transmitindo calma, lógica e segurança.
No entanto, ao apontar os pontos fracos da argumentação contrária, pode ser mais eficaz adotar um tom ligeiramente mais agressivo e emocional. É crucial entender que essa "agressividade" não deve ser confundida com falta de respeito.
Trata-se de uma firmeza controlada, sempre dentro dos limites da assertividade, que usa a emoção para enfatizar a fraqueza do argumento oposto e
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