Níveis de Liderança e Papel do Gestor

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  Níveis de Liderança e Papel do Gestor


Evolução de coordenador a diretor estratégico

A trajetória de um líder dentro da arquitetura corporativa representa uma profunda metamorfose profissional.

Na fase inicial, um especialista técnico assume o papel de coordenador, enfrentando o seu primeiro grande desafio: abandonar a execução operacional direta para se concentrar em alcançar resultados através do esforço de terceiros.

Por exemplo, o melhor vendedor de um concessionário automóvel, ao ser promovido a supervisor, deve deixar de vender veículos pessoalmente para se dedicar a formar e organizar os novos vendedores. Se se agarrar às suas antigas tarefas, fracassará como gestor.

No degrau seguinte, o indivíduo ascende a gestor de gestores, onde a interação diária já não ocorre com a base operacional, mas sim com outros líderes.

Aqui é necessário um pensamento sistémico avançado para alinhar os esforços de vários departamentos, garantindo que não entrem em concorrência destrutiva entre si.

Finalmente, no topo da organização, o diretor estratégico desliga-se completamente das urgências do dia-a-dia.

A sua principal responsabilidade consiste em analisar o panorama do mercado, interpretar as tendências macroeconómicas e traçar a visão de longo prazo que garantirá a sobrevivência absoluta e o crescimento sustentado da instituição comercial face à concorrência global feroz.

Competências essenciais para a gestão de equipas

Para transitar com sucesso por estes níveis hierárquicos, o profissional deve cultivar um conjunto de competências comportamentais que transcendem amplamente o seu conhecimento técnico inicial.

A competência suprema é a inteligência emocional, que lhe permite regular as suas próprias frustrações face à pressão comercial e compreender com empatia as motivações ocultas dos seus subordinados.

Um líder desprovido desta capacidade destruirá rapidamente o ambiente de trabalho através de reações explosivas. Da mesma forma, a resolução assertiva de conflitos é inegociável.

Em qualquer grupo de trabalho surgirão discrepâncias devido à atribuição de recursos ou a choques de personalidades; o gestor deve agir como um mediador imparcial, transformando as fricções em diálogos construtivos que não deteriorem as relações interpessoais.

Além disso, a capacidade de comunicação persuasiva permite transmitir a visão estratégica com uma clareza tal que inspire um compromisso genuíno, fazendo com que a equipa assuma as metas corporativas como desafios pessoais.

Por último, a agilidade na tomada de decisões em


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