Modelos de Benefícios Flexíveis
Sistemas de pontos e personalização da oferta
A uniformidade na concessão de benefícios tornou-se completamente obsoleta face à inegável diversidade demográfica dos quadros de pessoal contemporâneos.
Impor o mesmo pacote padronizado a todos os membros de uma organização representa um desperdício financeiro monumental e uma cegueira gerencial imperdoável.
Para resolver este problema, surge o conceito inovador da remuneração à la carte.
Neste formato, a empresa atribui a cada colaborador um orçamento virtual ou um sistema de pontos, que podem ser trocados livremente pelos serviços que melhor se adaptam ao seu ciclo de vida.
Por exemplo, numa agência internacional de relações públicas, uma executiva solteira de vinte e cinco anos provavelmente ignorará os subsídios para creches e utilizará os seus créditos para adquirir dias extra de férias e inscrições em ginásios de alto rendimento.
Por outro lado, um gestor de quarenta anos com três filhos destinará todos os seus pontos a maximizar a cobertura do seu seguro de saúde familiar e a obter vales de apoio escolar.
Esta liberdade de escolha maximiza o valor percebido por cada cêntimo investido pela empresa.
Passos para a conceção: inquéritos, mercado e atribuição
A construção de um esquema personalizável exige uma metodologia arquitetónica impecável para evitar o caos administrativo.
O passo inicial consiste em realizar um levantamento de informação interna através de inquéritos anónimos, perguntando diretamente aos funcionários quais são os serviços que desejam ardentemente e quais desprezam completamente.
Cruzar estes dados com estudos comparativos do setor garante que o menu resultante seja espetacularmente competitivo.
Se oitenta por cento de um escritório de arquitetos rejeitar os seguros automóveis porque utilizam bicicletas, a direção deve reatribuir imediatamente esses fundos a apólices de acidentes desportivos.
Posteriormente, a gestão financeira, em colaboração com a área de recursos humanos, determina o custo real de cada benefício e atribui-lhe um valor em pontos virtuais.
A comunicação deste novo paradigma deve ser pedagógica e cristalina, muitas vezes apoiada por plataformas de software interativo onde o colaborador arrasta e solta os benefícios desejados até esgotar o seu saldo anual.
Validar as
modelos de beneficios flexiveis