Dinâmica das Expectativas e Insatisfação
Condições do ambiente de trabalho e o seu impacto motivacional
O ecossistema físico e emocional onde o talento desempenha as suas obrigações diárias possui uma enorme capacidade para fortalecer ou destruir completamente o espírito de trabalho.
As condições do ambiente não se limitam à estética das instalações; abrangem a qualidade do ar, a mitigação do ruído industrial, a disponibilidade de ferramentas tecnológicas atualizadas e, fundamentalmente, a atmosfera de respeito interpessoal.
Quando a direção permite a proliferação de um clima tóxico, regido pelo medo ou pelo abuso de autoridade, a motivação desaba instantaneamente. Consideremos o cenário de um imenso armazém de distribuição logística.
Se o espaço carecer de ventilação adequada, os equipamentos de carga falharem constantemente e os supervisores se comunicarem através de gritos e ameaças, os operadores desenvolverão uma rejeição visceral em relação à organização.
Nestas circunstâncias extremamente adversas, nenhum esquema de bónus financeiros conseguirá resgatar a moral da equipa.
O instinto de preservação do funcionário levá-lo-á a minimizar o seu esforço até ao limite estrito da sobrevivência contratual, sabotando silenciosamente a produtividade da unidade.
Por conseguinte, sanear o ambiente de trabalho constitui o passo preliminar absolutamente imprescindível antes de implementar qualquer estratégia sofisticada de retenção de capital humano a longo prazo.
Instrumentos de recompensa e perceções de esforço
A teoria das expectativas postula que o esforço que um indivíduo investe nas suas tarefas é condicionado por um cálculo mental sobre a probabilidade de obter uma recompensa verdadeiramente desejada.
Este cálculo compreende três elos: primeiro, a crença de que o esforço produzirá um resultado notável; segundo, a convicção de que tal resultado será reconhecido e premiado pela chefia; e terceiro, que o prémio concedido possua um valor real para o trabalhador.
Se qualquer um destes elos se quebrar, a motivação desvanece-se. Por exemplo, imaginemos um representante comercial de tecnologia a quem é prometido um bónus se duplicar as suas vendas mensais.
Se o representante sentir que, por mais que trabalhe, o produto que oferece está tecnologicamente obsoleto (o esforço não gera resultado), não se esforçará.
Se ele acreditar que vai atingir a meta, mas a empresa historicamente não cumpre os seus pagamentos (o resultado não gera prémio), também não o fará.
Por fim, se ele sabe que será recompensado, mas a recompensa é um simples cartão-presente par
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