Avaliação e Hierarquização de Cargos

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  Avaliação e Hierarquização de Cargos


Métodos de classificação, comparação e análise de fatores

Para construir um ecossistema salarial isento de arbitrariedades, é imprescindível quantificar o peso específico de cada função dentro da estrutura organizacional.

Esta avaliação é realizada através de diversas metodologias analíticas que ponderam as exigências dos cargos.

Os sistemas de classificação qualitativa ordenam os cargos hierarquicamente com base em descrições gerais de responsabilidades.

No entanto, as empresas que procuram uma precisão milimétrica recorrem à análise detalhada de fatores por pontos.

Este modelo científico desagrega cada função em dimensões quantificáveis, tais como o nível de esforço mental exigido, as condições adversas do ambiente físico e a magnitude do impacto financeiro das suas decisões operacionais.

Se analisarmos um centro hospitalar, o método atribuirá uma pontuação superior ao cargo de diretor de urgências médicas em comparação com o de recepcionista, devido à responsabilidade transcendental sobre vidas humanas e à gestão de orçamentos críticos.

A objetividade desta análise elimina qualquer tentativa de inflar artificialmente a importância de uma função devido a simpatias pessoais.

Estabelecer este rigor analítico confere uma legitimidade indiscutível à estrutura salarial que será posteriormente construída.

Criação de agrupamentos e graus de complexidade

Concluída a rigorosa avaliação das funções, gerir salários individualizados para centenas de funções distintas resultaria num caos burocrático incontrolável.

Para simplificar esta enorme carga administrativa, os departamentos de recursos humanos agrupam os cargos com pontuações semelhantes em categorias ou graus de complexidade homogéneos.

Esta estratificação pressupõe que funções muito diversas podem trazer um valor estratégico equivalente para a empresa.

Por exemplo, numa empresa de montagem de veículos, um engenheiro de controlo de qualidade e um contabilista de custos poderiam ser integrados no mesmo nível salarial, uma vez que ambos exigem formação superior, enfrentam problemas de elevada complexidade analítica e gerem informação altamente confidencial.

Ao agrupá-los num mesmo nível, a organização atribui-lhes oportunidades idênticas de progressão salarial básica.

Esta ordenação estruturada facilita a criação de políticas de remuneração claras e facilmente comunicáveis ao resto do pessoal.

Além disso, proporciona aos gestores financeiros uma ferramenta previsíve


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