Transcrição Erros comuns do coach a evitar
A realidade dos erros na prática
Como em qualquer profissão, especialmente aquelas que envolvem uma interação humana complexa, cometer erros é uma possibilidade.
No coaching, embora o objetivo seja sempre oferecer o melhor acompanhamento possível, podem surgir deslizes ou abordagens inadequadas.
É verdade que, com a prática e a experiência ("horas de voo"), a frequência desses erros tende a diminuir significativamente.
No entanto, é fundamental viver esse processo de aprendizagem e, sobretudo no início, estar muito atento aos possíveis erros para poder perceber quando eles ocorrem e tentar ativamente que não se repitam em sessões futuras. Estar ciente das armadilhas comuns ajuda a evitá-las.
Erros relacionados com o ego e o foco do coach
Fazer demasiado «barulho» ou procurar protagonismo: evite a tentação de impressionar o cliente com conhecimentos teóricos extensos ou «aulas magistrais» sobre coaching, emoções ou comportamento. O foco deve estar sempre no cliente, não em demonstrar o valor do coach.
Sermonear, dar conselhos ou sugestões prematuras: O coaching não é dar lições morais nem ditar soluções. O coachee deve encontrar as suas próprias respostas.
Dar conselhos, especialmente muito cedo, usurpa o processo de descoberta do cliente.
Referir-se excessivamente a si mesmo: colocar-se constantemente como exemplo ou falar das suas próprias experiências desvia a atenção do cliente. A auto-revelação deve ser mínima e sempre ao serviço do coachee.
Precisar de reconhecimento pelos sucessos do cliente: O mérito das conquistas pertence ao coachee. O coach não deve buscar validação externa através dos resultados do cliente.
Arrogância: acreditar que é superior ou infalível.
Erros na gestão da relação e do processo
Ser demasiado brando ou evitar áreas de conflito: Não evitar perguntas ou temas difíceis por medo de causar desconforto, se forem necessários para o crescimento do cliente.
Desfasamento (ritmo inadequado): Não respeitar o ritmo do cliente, seja indo muito rápido ou muito devagar para ele. Isso muitas vezes resulta de uma escuta ativa deficiente.
Interromper repetidamente: interromper o fluxo de pensamento do cliente denota falta de respeito.
Comparar clientes: Cada processo é único; tratar cada coachee de forma individualizada.
Julgar, repreender ou censurar: Mantenha uma postura neutra e livre de julgamentos.
Rotular o cliente: Evitar categorizar o cliente («é muito inteligente», «não se esforça») com base em preconceitos ou impressões superficiais.
Esperar muito pouco do cliente: subestimar o potencial do coachee devido a crenças limitantes do próprio coach.
Aceitar cegamente os objetivos do cliente: Não ajudar o cliente a garantir que os seus objetivos sejam realistas, motivadores e bem definidos (por exemplo, seguindo os critérios SMART).
Ser demasiado linear ou rígido: Não adaptar as ferramentas ou o fluxo da sessão às necessidades emergentes do cliente.
Desviar-se com distrações: perder o foco durante a sessão devido a fatores externos ou internos.
Mostrar impaciência pelos resultados: Não respeitar os tempos de maturação do cliente.
Concordar apenas para agradar: evitar a confrontação útil por medo da reação do cliente.
Erros de enquadramento profissional e limites
Coaching de pessoas não preparadas ou inadequadas: tentar fazer coaching com indivíduos que não estão prontos, não são voluntários ou cujos problemas requerem outro tipo de intervenção (por exemplo, terapia). Tentar diagnosticar condições psicológicas está fora do âmbito do coach.
Trabalhar com o cliente errado: Em ambientes organizacionais, focar o coaching em uma pessoa quando o problema reside em outro nível ou no sistema.
Faltar à discrição/confidencialidade: violar o sigilo profissional.
Criar dependência: Não promover a autonomia e o empoderamento do coa
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