Transcrição Orientação Vocacional e Profissional
A tríade estratégica: autoconhecimento, ambiente e decisão
O processo de orientação vocacional deixou de ser um simples teste de aptidões para se tornar uma profunda jornada de autodescoberta estratégica.
No coaching educativo, este processo assenta em três pilares interligados que devem ser trabalhados sequencialmente.
O primeiro é o autoconhecimento: antes de olhar para fora, o aluno deve olhar para dentro para identificar os seus valores fundamentais, os seus interesses genuínos e as suas habilidades naturais.
Sem essa bússola interna, qualquer escolha externa corre o risco de ser superficial ou imposta pelas expectativas familiares.
O segundo pilar é o conhecimento do ambiente. O aluno deve investigar a realidade do mercado de trabalho atual, as novas profissões emergentes e as demandas reais dos diferentes setores, afastando-se de mitos ou idealizações românticas sobre certas carreiras.
Finalmente, o terceiro pilar é a tomada de decisões. Aqui, o coach acompanha o aluno a cruzar os dados internos com os externos para traçar um plano de ação concreto.
São avaliados os prós e os contras, são geridas as renúncias inevitáveis que a escolha acarreta e é assumida a responsabilidade pela escolha, transformando a incerteza num projeto de vida sólido.
Ferramentas de diagnóstico: RIASEC, DAFO e Ikigai
Para operacionalizar a orientação, são utilizados modelos técnicos que estruturam a reflexão.
O modelo RIASEC classifica as personalidades e os ambientes de trabalho em seis tipologias (Realista, Investigador, Artístico, Social, Empreendedor e Convencional), ajudando o aluno a visualizar onde o seu perfil psicológico se encaixaria melhor.
Complementarmente, a análise SWOT pessoal (Fraquezas, Ameaças, Forças, Oportunidades) permite realizar um diagnóstico estratégico da sua empregabilidade, identificando quais áreas deve potenciar e quais riscos do ambiente deve mitigar.
No entanto, a ferramenta mais integradora é o modelo japonês Ikigai, que busca a interseção perfeita entre quatro dimensões: o que se ama (paixão), aquilo em que se é bom (vocação), o que o mundo precisa (missão) e aquilo pelo qual se pode ser pago (profissão).
O coach usa esse quadro para que o aluno não procure apenas um emprego, mas um propósito.
Por exemplo, um aluno com talento para o desenho (paixão/habilidade) que se preocupa com as alterações climáticas (missão) poderia orientar
orientacao vocacional e profissional