Transcrição Gestão do tempo e organização
Planeamento estratégico e autogestão
A gestão do tempo no coaching educativo não se limita a preencher uma agenda; trata-se de uma competência de autogestão.
O processo começa com a elaboração de um Plano de Ação detalhado, onde se definem não só os tempos, mas também a metodologia, os recursos necessários e as possíveis contingências.
O aluno aprende a diferenciar entre o urgente e o importante, estabelecendo prioridades que lhe permitam avançar em direção aos seus objetivos sem cair no esgotamento.
O professor-coach orienta o aluno para que ele crie o seu próprio sistema de organização, adaptado ao seu ritmo biológico e estilo de vida. São estabelecidas regras e procedimentos claros para cada fase do estudo.
Por exemplo, decidir antecipadamente o que fazer se se deparar com um bloqueio (pedir ajuda, mudar de tarefa, descansar 5 minutos).
Essa antecipação reduz a fadiga decisória e promove a autonomia, pois o aluno deixa de depender da supervisão externa para cumprir as suas responsabilidades.
Combate à procrastinação académica
A procrastinação costuma ser um sintoma de medo ou perfeccionismo, não de preguiça. Para combatê-la, o coaching utiliza técnicas de fragmentação e foco no processo. Quando uma tarefa é percebida como impossível de ser realizada, o cérebro tende a evitá-la.
A estratégia consiste em dividir a grande meta em microtarefas tão pequenas que a resistência em iniciá-las seja mínima.
Além disso, trabalha-se na identificação dos «ladrões de tempo» e na gestão da energia.
O acompanhamento é crucial nesta fase: rever periodicamente o que foi cumprido e o que não foi, sem julgamentos de valor, para ajustar o planeamento.
O objetivo é que o aluno experimente a satisfação do dever cumprido através da acumulação de pequenas vitórias, o que gera um ciclo de feedback positivo que diminui a tendência para adiar.
Resumo
A gestão do tempo é abordada como uma competência de autogestão baseada no planeamento estratégico. O aluno aprende a priorizar o importante sobre o urgente sem se esgotar.
Para combater a procrastinação, utiliza-se a fragmentação de tarefas grandes em micro-objetivos gerenciáveis. Isso engana o medo do cérebro e gera satisfação por meio de pequenas vitórias constantes.
O professor-coach orienta a concepção de sistemas personalizados adaptados aos ritmos biológicos de cada aluno. Esta autonomia reduz a dependência da supervisão externa e promove a responsabilidade individual.
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