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Deficiência visual

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Transcrição Deficiência visual


Adaptações tiflotecnológicas e organização espacial

A inclusão efetiva de alunos com deficiência visual requer uma intervenção dupla: a adaptação do ambiente físico e a implementação de tecnologia específica (tecnologia tiflotecnológica). Em relação ao espaço, a premissa fundamental é a previsibilidade.

A sala de aula deve tornar-se um ambiente seguro e constante, onde o aluno possa desenvolver a sua autonomia de locomoção.

Isto implica manter uma disposição fixa do mobiliário; se for necessário fazer alterações, estas devem ser comunicadas verbalmente e exploradas fisicamente com o aluno antes de iniciar a atividade letiva.

Além disso, é fundamental eliminar barreiras arquitetónicas imediatas, como portas entreabertas ou mochilas nos corredores, e garantir uma iluminação adequada para os alunos com resíduos visuais, evitando brilhos que saturiem a sua capacidade percetiva.

No âmbito tecnológico, a tiflotecnologia atua como ponte de acesso ao currículo.

Ferramentas como leitores de ecrã (software que verbaliza o conteúdo do monitor) ou linhas Braille (dispositivos que transformam o texto digital em caracteres táteis) são indispensáveis para que o aluno aceda à informação ao mesmo ritmo que os seus colegas. Não se trata de luxos, mas sim de próteses cognitivas necessárias.

O uso de ampliadores de ecrã, lupas para o quadro e anotadores eletrónicos permite que o aluno participe ativamente na produção académica, evitando que a sua deficiência sensorial se torne uma barreira ao conhecimento.

O professor como tradutor visual: verbalização constante

Do ponto de vista metodológico, o professor assume um novo papel: o de «tradutor visual».

Como o aluno não consegue captar as informações incidentais transmitidas por meio de gestos, olhares ou anotações no quadro, o professor deve verbalizar explicitamente tudo o que ocorre na sala de aula.

Isso implica erradicar o uso de deícticos vagos como "isso", "aqui" ou "aquilo", substituindo-os por referências espaciais precisas e descritivas ("no canto superior direito da página", "abaixo do título em vermelho").

Essa precisão linguística não só ajuda o aluno com cegueira, mas também enriquece a compreensão de todo o grupo. Além disso, a interação social deve ser mediada verbalmente.

O professor deve identificar-se ao falar e incentivar os colegas a fazerem o mesmo, evitando que o aluno fique a falar sozinho se alguém se retirar sem avisar.

A metodologia deve priorizar a exploração tátil sempre que possível, permitindo que o aluno manipule objetos reais, maquetes ou gráficos em relevo para compreender conceitos abstratos de g


deficiencia visual

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