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Perigos da intervenção punitiva

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Perigos da intervenção punitiva


Transformação de culpas sociais em permissões financeiras

A aplicação de penalizações monetárias para corrigir maus comportamentos costuma gerar resultados desastrosos, ao quebrar os contratos morais.

Um estudo clássico analisou o problema dos atrasos na devolução de livros numa rede de bibliotecas públicas.

Originalmente, devolver um livro com atraso gerava uma forte culpa social no leitor, sabendo que privava outros cidadãos da leitura.

Para erradicar este problema, as autoridades estabeleceram uma multa de dois dólares por cada dia de atraso.

Surpreendentemente, após a aplicação da medida, o número de pessoas que retinha os livros triplicou.

A psicologia por trás do fracasso é simples: ao atribuir um preço ao atraso, a administração eliminou o remorso social e transformou-o num serviço tarifado.

Os leitores argumentavam que, ao pagar a pequena multa, compravam legitimamente o direito de conservar o exemplar por mais tempo, libertando-se de qualquer peso na consciência e alterando as suas prioridades de devolução.

Impossibilidade de restaurar o contrato moral anterior

A segunda parte deste fenómeno punitivo revela uma verdade corporativa ainda mais sombria e irreversível.

Ao constatar o fracasso retumbante das multas nas bibliotecas e ver as suas prateleiras cada vez mais vazias, os administradores decidiram cancelar a penalização financeira, esperando ingenuamente que as devoluções pontuais se normalizassem. A dura realidade demonstrou que os atrasos se mantiveram em níveis altíssimos.

Uma vez que a instituição empurrou a dinâmica do terreno do respeito cívico (esfera social) para o terreno dos pagamentos (esfera económica), tornou-se absolutamente impossível dar marcha atrás.

O contrato moral original, baseado na vergonha e no respeito pelo próximo, tinha sido destruído de forma permanente.

Os leitores continuaram a chegar atrasados sem remorsos, demonstrando que mercantilizar as normas de convivência destrói fundamentos éticos que o dinheiro nunca poderá reconstruir de forma eficaz ou duradoura.

Resumo

Impor sanções económicas para corrigir atrasos destrói rapidamente o compromisso moral. Os utilizadores interpretam a multa como uma tarifa válida para continuar a infringir as normas.

Ao monetizar uma infração, a culpa social desaparece completamente do panorama. O indivíduo paga tranquilamente a sua multa sem sentir remorsos por afetar as pessoas.

Retirar a sanção financeira posteriormente não restaura a relação comunitária original perdida. Uma vez que mercantilizamos as interações humanas, torna-se impossível recuperar a vergonha inicial.


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