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Separação amorosa e desapego

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Transcrição Separação amorosa e desapego


Deixar de assumir responsabilidades alheias e permitir as consequências naturais

A defesa definitiva contra a manipulação, especialmente quando provém de entes queridos ou familiares próximos, é a capacidade de se separar emocionalmente sem perder a compaixão.

Essa técnica, conhecida como "separação amorosa", é particularmente difícil de executar porque contradiz o instinto de proteger aqueles que nos são queridos.

No entanto, é essencial compreender que assumir a responsabilidade pelas ações de outra pessoa não é um ato de amor, mas sim de habilitação do comportamento destrutivo.

O princípio é semelhante ao tratamento de vícios: se um familiar tem um problema de comportamento ou consumo, a resposta correta não é resgatá-lo sempre que ele cai, mas incentivá-lo a melhorar, permitindo que ele enfrente as consequências de suas decisões.

Se um manipulador comete erros, gera conflitos ou se mete em problemas financeiros, a vítima deve resistir ao impulso de «limpar a bagunça».

Ao sair para resgatar o agressor (por exemplo, procurando-o em locais perigosos ou pagando as suas dívidas), impede-se que ele experimente a dor necessária para motivar uma mudança real.

A separação efetiva implica dizer implicitamente: «eu amo-te, mas não vou amortecer a tua queda; a tua vida é da tua responsabilidade».

Quebrar o ciclo de «consertar» o manipulador

Muitos manipuladores adotam hábitos autodestrutivos ou caóticos deliberadamente como uma tática de domínio.

Eles sabem que, se criarem um desastre suficiente, a vítima, movida pela culpa ou pelo dever, intervirá para resolvê-lo, ficando assim presa na sua órbita.

Para quebrar esse ciclo, é necessário renunciar ao desejo de controlar ou "consertar" a vida dos outros, mesmo que se acredite que seja para o bem deles.

Isso requer um respeito radical pelo livre arbítrio: aceitar que os outros têm o direito de escolher o seu caminho, mesmo que esse caminho leve ao abismo.

A postura defensiva correta é afastar-se do dano, mantendo uma "porta aberta" condicional: se a pessoa recuperar o controlo e corrigir o seu comportamento, pode ser bem-vinda de novo, mas não antes.

Ao deixar claro através de ações que não assumirá qualquer responsabilidade que não lhe corresponda, desativa-se a prin


separacao amorosa e desapego

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