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O maquiavelismo: os fins justificam os meios

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Transcrição O maquiavelismo: os fins justificam os meios


Ceticismo, pragmatismo amoral e manipulação estratégica

O maquiavelismo é definido por uma abordagem das relações humanas baseada no engano sistemático e na manipulação fria.

As pessoas com essa característica se destacam por um cinismo profundo; não se trata de um simples ceticismo, mas de uma total falta de interesse pelas restrições morais que regem a sociedade convencional.

São indivíduos amorais e egoístas que carecem de um compasso ético sobre o que é certo e errado; para eles, a vida é um jogo de soma zero onde a única forma de ganhar é manipulando os outros. Este perfil aborda cada interação com uma atitude calculista e fria.

A sua filosofia central é que os fins justificam os meios; se desejam um resultado específico, não hesitarão em empregar qualquer tática necessária, independentemente do dano que causem no processo.

Tal como os estrategas políticos descritos na literatura clássica, acreditam que é moralmente justificável prejudicar os outros se isso promover os seus próprios interesses ou a sua agenda de poder.

A «empatia fria» e o cálculo nas relações

Uma característica distintiva do maquiavélico é o que na psicologia é chamado de "empatia fria".

Ao contrário da empatia calorosa ou emocional, que implica sentir a dor do outro e desejar ajudá-lo, a empatia fria é a capacidade cognitiva de compreender perfeitamente como uma pessoa pensa e sente, mas utilizando essa informação apenas para prever o seu comportamento e manipulá-la.

Eles compreendem os movimentos emocionais das suas vítimas, mas estão desligados das consequências; não se importam com os danos colaterais que deixam no seu rasto, a menos que esses danos possam virar-se contra eles.

Tendência à manipulação em estruturas de poder

Devido à sua natureza estratégica e à sua falta de escrúpulos, os maquiavélicos tendem a prosperar em ambientes competitivos e hierárquicos.

São mestres da manipulação, frequentemente envolvidos em crimes de "colarinho branco", como desvios de fundos, esquemas de pirâmide ou fraudes corporativas.

Trabalham pacientemente para subir ao topo, manipulando colegas e superiores.

Uma vez alcançadas posições de liderança, seja na política ou nos negócios, utilizam essas mesmas táticas de engano e controlo para manipular as massas e consolidar o seu poder, perpetuando um ciclo de influência baseado na exploração racional das fraquezas humanas.

Resumo

Este perfil é caracterizado por um cinismo profundo e uma manipulação fria, sem restrições morais convencionais. Para eles, a vida é um jogo em que ganhar implica manipular os outros.

Eles usam a "empatia fria" para compreender cognitivamente as suas vítimas e prever o seu comportamento sem conexão emocional. Não se importam com os danos colaterais, desde que promovam os seus próprios interesses ou agenda.

Prosperam em estruturas hierárquicas e corporativas, manipulando para ascender e consolidar o seu poder sobre as massas. A sua filosofia central é que os fins sempre justificam os meios empregados para alcançá-los.


o maquiavelismo os fins justificam os meios

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