Transcrição Aprendizagem traumática
Indução de experiências negativas intensas para moldar comportamentos futuros
A aprendizagem traumática refere-se ao fenómeno psicológico em que uma única experiência intensamente negativa é suficiente para alterar permanentemente o comportamento futuro de um indivíduo.
Biologicamente, isso serve para a sobrevivência (por exemplo, tocar no fogo uma vez e nunca mais voltar a fazê-lo), mas os manipuladores sequestram esse mecanismo para condicionar as suas vítimas.
A técnica consiste em induzir deliberadamente uma situação traumática ou de alto stress em resposta a uma ação específica da vítima, com o objetivo de criar uma barreira de medo insuperável em torno dessa ação. O manipulador não espera que um acidente aconteça; ele cria o «acidente».
Se quiser que a vítima pare de fazer perguntas, pare de sair com amigos ou pare de questionar os seus gastos, ele provocará uma crise tão dolorosa e memorável na próxima vez que a vítima realizar essa ação, que o cérebro da vítima associará permanentemente a ação ao trauma.
O objetivo é instalar um «botão de pânico» na mente da pessoa: o simples pensamento de repetir o comportamento proibido desencadeia a memória do trauma, autolimitando a sua liberdade sem a necessidade de o manipulador estar presente.
Uso da raiva explosiva e intimidação para evitar confrontos
Uma aplicação comum dessa técnica é o uso da raiva explosiva diante de confrontos menores.
Imaginemos um cenário de trabalho ou de casal em que a vítima tenta abordar um problema legítimo de forma calma e racional.
Em resposta, o manipulador explode em uma fúria desproporcional: grita, quebra objetos, insulta ou cria um escândalo assustador.
Essa reação, que parece uma perda de controle, é muitas vezes uma manobra calculada.
O resultado é que a vítima fica profundamente perturbada e desconfortável com a intensidade da agressão.
No futuro, quando surgir um problema semelhante, a vítima lembrar-se-á da explosão anterior e, para evitar reviver essa experiência traumática, optará por ficar em silêncio e não confrontar o manipulador.
O manipulador "ensinou" com sucesso à vítima que questioná-lo tem um custo emocional inestimável.
Se uma pessoa perceber que deixou de fazer coisas normais ou de expressar as suas necessidades por med
aprendizagem traumatica