Transcrição A aceitação radical da realidade
Superar a negação como primeiro passo para a mudança e a proteção
O primeiro «tijolo» fundamental na construção da fortaleza mental é a aceitação.
Na psicologia, a aceitação é o antídoto contra a negação, um mecanismo de defesa comum que, embora proteja temporariamente contra a dor emocional, a longo prazo é destrutivo.
Muitas pessoas, mesmo aquelas racionais e bem-sucedidas, tendem a negar fatos incómodos sobre seus relacionamentos ou ambientes de trabalho para evitar a realidade opressora de que estão sendo manipuladas ou de que sua situação é insustentável.
O perigo da negação reside no facto de incapacitar para a ação. Não se pode mudar, corrigir ou abandonar aquilo que se recusa a reconhecer como real.
Ao permanecer num estado de não aceitação, a vítima deixa metaforicamente as portas e janelas abertas para que o manipulador continue a sua exploração, pois fica presa à procura de explicações alternativas ou desculpas para o mau comportamento alheio, em vez de o ver como ele realmente é.
A aceitação radical da situação — «isto está a acontecer e é inaceitável» — é o ponto de partida obrigatório para recuperar o controlo.
Autoaceitação vs. Conformismo: reconhecer as próprias forças
Existe um mito generalizado no desenvolvimento pessoal que equipara a autoaceitação ao conformismo ou à mediocridade.
Acredita-se erroneamente que, se aceitarmos a nós mesmos como somos, perderemos o impulso para melhorar. Nada está mais longe da verdade. Autoaceitação não significa resignação; é um pacto de lealdade consigo mesmo.
Implica valorizar quem se é no presente e apoiar os próprios esforços, em vez de viver sob uma autocrítica destrutiva constante.
Ao aceitar-se, uma pessoa ganha a clareza necessária para reconhecer os seus defeitos e trabalhar neles a partir de uma posição de poder, não de vergonha.
Mais importante ainda, permite-lhe identificar os seus pontos fortes e talentos naturais para orientar a sua vida com base neles.
Quando o desejo de melhoria nasce da autoaceitação, o crescimento é orgânico e vai de «dentro para fora».
Por outro lado, a insatisfação crónica consigo mes
a aceitacao radical da realidade