Transcrição Fatores psicológicos adicionais que afetam os laços
Além dos estilos de apego e das feridas do passado, existem outros fatores psicológicos que atuam como arquitetos silenciosos das nossas relações.
A nossa percepção de nós mesmos, a nossa capacidade de confiar e a nossa gestão do medo e da ansiedade determinam em grande medida a qualidade e a profundidade dos laços que somos capazes de construir.
Esses elementos internos podem erguer muros invisíveis ou, pelo contrário, construir pontes sólidas com os outros, influenciando diretamente a saúde das nossas conexões mais importantes.
O papel da baixa autoestima, da confiança e do medo da vulnerabilidade
A forma como nos valorizamos é um pilar fundamental nas nossas relações.
Pessoas com baixa autoestima muitas vezes duvidam do seu próprio valor e, como resultado, podem buscar constantemente a aprovação dos outros para se sentirem validadas.
Essa dinâmica gera relações desequilibradas, nas quais se cria uma dependência excessiva do reconhecimento externo, em vez de construir uma conexão entre iguais.
Este sentimento de insuficiência está intimamente ligado à confiança e à vulnerabilidade.
A confiança é a base de qualquer relação saudável, e só pode florescer quando somos capazes de ser vulneráveis, ou seja, de mostrar o nosso eu autêntico, sem máscaras.
No entanto, o medo da vulnerabilidade, de sermos magoados se nos mostrarmos como somos, leva muitas pessoas a manter uma distância emocional como mecanismo de autoproteção.
Ironicamente, essa barreira que se ergue para evitar a dor é a mesma que impede a construção de uma conexão genuína e profunda.
Ansiedades sociais e medo da rejeição
As ansiedades sociais e um medo profundo da rejeição são outras barreiras psicológicas que dificultam enormemente a capacidade de se relacionar com os outros.
Este medo não é simplesmente uma timidez passageira; pode ser uma força paralisante que leva as pessoas a evitar ativamente a intimidade por medo de não serem aceites.
Para se protegerem da dor potencial de uma rejeição, as pessoas podem construir barreiras emocionais, mostrando-se distantes, frias ou desinteressadas.
Embora essa seja uma estratégia de defesa, o resultado é que se sabota a possibilidade de estabelecer a conexão profunda e significativa que, no fundo, se deseja.
Resumo
A nossa autopercepção e capacidade de confiar também afetam os relacionamentos. A baixa autoestima gera relações desequilibradas e dependência da aprovação.
A confiança floresce com a vulnerabilidade, mas o medo de ser magoado cria barreiras. Essa barreira que se ergue para evitar a dor impede uma conexão genuína.
As ansiedades sociais e o medo da rejeição são outras barreiras. Levam as pessoas a evitar ativamente a intimidade por medo de não serem aceites.
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