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Como as experiências passadas e os traumas afetam as relações atuais

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Transcrição Como as experiências passadas e os traumas afetam as relações atuais


As nossas relações atuais não existem no vácuo; são um reflexo direto das experiências que acumulámos, especialmente as vividas durante a infância.

A maneira como nos relacionamos com os nossos cuidadores primários cria um molde que influencia a forma como nos vemos a nós mesmos e aos outros no contexto de um relacionamento.

Traumas emocionais não resolvidos e padrões de comportamento aprendidos no lar de origem muitas vezes são reativados em nossas interações adultas, determinando a qualidade e a estabilidade dos nossos vínculos.

Reconhecer essas influências é o primeiro passo para curar e construir relações mais conscientes e saudáveis.

O impacto do abuso, negligência ou abandono na capacidade de confiar

As feridas emocionais da infância deixam cicatrizes profundas que afetam diretamente a nossa capacidade de nos relacionarmos de forma segura na idade adulta.

  • Abuso físico ou emocional: as pessoas que foram vítimas de abuso muitas vezes desenvolvem uma profunda desconfiança em relação aos outros.
  • Essa dificuldade em confiar torna-se uma barreira que pode levar à criação de relacionamentos disfuncionais, onde o medo e a desconfiança impedem uma verdadeira intimidade.
  • Negligência ou abandono: quem não recebeu a atenção ou os cuidados adequados durante a infância pode carregar consigo um sentimento persistente de insegurança e um medo intenso de rejeição.

Esse medo se projeta em seus relacionamentos posteriores, fazendo com que busquem constantemente validação ou, ao contrário, evitem a proximidade para se protegerem de um possível abandono.

A repetição de padrões de comportamento aprendidos na infância

Muitas vezes, sem nos apercebermos, tendemos a repetir os padrões de comportamento que aprendemos na nossa família de origem.

Essas dinâmicas, sejam elas de comunicação, resolução de conflitos ou expressão afetiva, são interiorizadas e tornam-se o nosso modelo padrão para nos relacionarmos.

Isto pode levar-nos a recriar, nas nossas relações românticas ou de amizade, as mesmas dinâmicas familiares disfuncionais que vivemos na infância, perpetuando um ciclo de insatisfação e conflito.

A chave para quebrar esse ciclo e melhorar a qualidade das nossas conexões presentes e futuras é, em primeiro lugar, sermos capazes de reconhecer esses padrões repetitivos.

Somente através da autoconsciência podemos começar a escolher conscientemente formas mais saudáveis de interagir.

Resumo

As nossas relações atuais são um reflexo das experiências acumuladas na infância. O molde dos nossos cuidadores influencia a forma como nos vemos.

O abuso físico ou emocional na infância desenvolve uma profunda desconfiança. A negligência ou o abandono podem criar um medo intenso de rejeição.

Temos tendência a repetir os padrões de comportamento aprendidos na família de origem. A chave para quebrar este ciclo de conflito é a autoconsciência.


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