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Tipologias de abuso em relações patológicas

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Transcrição Tipologias de abuso em relações patológicas


Abuso físico, sexual e financeiro

O espectro da violência numa relação patológica é amplo e multifacetado. A forma mais visível e comumente reconhecida é o abuso físico, que não se limita a golpes diretos, como socos ou pontapés.

Inclui qualquer ação destinada a causar danos corporais ou medo físico, como condução imprudente para aterrorizar o passageiro, restrição de movimentos impedindo a pessoa de sair de um quarto ou invasão agressiva do espaço pessoal.

Também abrange atos como sacudir, morder, queimar, puxar o cabelo ou atirar objetos, seja um telefone ou um livro, com a intenção de intimidar ou ferir.

Muitas vezes, o agressor justifica essas ações (por exemplo, imobilizar a vítima) alegando que é "para o seu próprio bem" ou para "acalmá-la", o que adiciona uma camada de confusão psicológica ao dano físico.

A violência sexual é outra dimensão devastadora, que envolve qualquer atividade sexual imposta sem consentimento livre.

Isso vai desde a violação explícita até a coerção sutil, como o uso do sexo como moeda de troca ou arma de controle.

O agressor pode julgar o valor do seu parceiro com base apenas no seu desempenho sexual ou puni-lo com abstinência forçada.

Exemplos incluem o contacto sexual com uma pessoa intoxicada ou adormecida, a recusa em usar proteção ou a pressão para realizar atos que a vítima considera degradantes ou dolorosos. Por último, o abuso financeiro é uma tática poderosa de controlo.

Manifesta-se quando uma das partes monopoliza a gestão financeira, restringindo o acesso do parceiro a contas bancárias ou dinheiro, ou proibindo-o de trabalhar para garantir a sua total dependência.

Também pode envolver sabotar o histórico de crédito da vítima, acumulando dívidas em seu nome sem o seu conhecimento, deixando-a numa situação precária que dificulta enormemente qualquer tentativa de abandonar a relação.

Abuso emocional, verbal e cultural

Para além do físico, o abuso emocional e verbal corrói sistematicamente a autoestima.

Não se trata apenas de gritos ou insultos; inclui humilhação constante (pública ou privada), sarcasmo ofensivo disfarçado de piada e críticas implacáveis.

O agressor pode recorrer ao «tratamento do silêncio» para punir, ignorar as necessidades emocionais do parceiro ou manipular os seus sentimentos de culpa.

Ameaças veladas, acusações infundadas de infidelidade e a imposição de regras sobre vestuário ou comportamento são táticas comuns para anular a individualidade do outro.

Por fim, o abuso cultural ou de identidade ataca o âmago da pessoa. Ocorre quando as práticas religiosas, tradições ou a língua da vítima são ridicularizadas ou proibidas.

Um exemplo seria impedir alguém de seguir as normas alimentares da sua fé ou usar insultos raciais para


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