LOGIN

REGISTO
Buscador

Conceitualização do Transtorno de Personalidade

Selecionar língua :

Você deve permitir os cookies do Vimeo para poder visualizar o vídeo.

Desbloqueie o curso completo e obtenha sua certificação!

Você está vendo o conteúdo gratuito. Desbloqueie o curso completo para obter seu certificado, exames e material para download.

*Ao comprar o curso, você ganha dois cursos à sua escolha*

*Veja a melhor oferta da web*

Transcrição Conceitualização do Transtorno de Personalidade


Diferença entre traço, estilo e transtorno

É crucial distinguir entre ter um «traço» de personalidade e sofrer de um «transtorno».

Um traço é uma característica previsível e estável, como ser meticuloso ou introvertido, que permite à pessoa adaptar-se ao seu ambiente de maneira funcional.

No entanto, quando esses traços se tornam rígidos, extremos e desadaptativos, cruzamos a linha para a patologia.

Por exemplo, ser cauteloso é um traço adaptativo; viver num estado de suspeita paranóica constante que impede o relacionamento é um transtorno.

O distúrbio é definido pela sua inflexibilidade e por gerar um mal-estar significativo ou uma deterioração funcional na vida do indivíduo, afetando as suas relações, trabalho e bem-estar.

Critérios gerais de diagnóstico e controvérsias

O diagnóstico formal, de acordo com manuais clínicos como o DSM, exige que exista um padrão duradouro de experiência interna e comportamento que se desvie notavelmente das expectativas culturais.

Este padrão deve manifestar-se em áreas-chave como a cognição (formas de perceção), a afetividade (intensidade e amplitude emocional), o funcionamento interpessoal e o controlo dos impulsos.

Existe um debate académico sobre a validade destes rótulos: enquanto um setor clínico defende a sua utilidade para o tratamento ao identificar um sofrimento real e classificável, outra corrente critica a subjetividade do diagnóstico, argumentando que o que consideramos «distúrbio» pode variar de acordo com normas sociais e políticas em constante mudança.

Vulnerabilidade vs. Resiliência

Finalmente, a equação da personalidade é completada com os conceitos de vulnerabilidade e resiliência.

A vulnerabilidade é composta por fatores de risco cumulativos: genética adversa, pobreza crónica, ambientes violentos ou dinâmicas familiares invalidantes.

No outro lado da balança, a resiliência atua como um escudo protetor.

Fatores como um temperamento afável, alta inteligência, talentos pessoais ou, crucialmente, uma rede de apoio social sólida (mentores, amigos, comunidade) podem neutralizar os riscos.

Mesmo uma pessoa com alta carga genética para a instabilidade pode evitar desenvolver um transtorno se o seu ambiente lhe fornecer as ferramentas de adaptação e o afeto necessários para "amortecer" a sua biologia.

Resumo

É fundamental distinguir entre traços, que são adaptativos, e transtornos, que são rígidos e extremos. A patologia é definida pela sua inflexibilidade e por gerar um mal-estar significativo ou deterioração funcional nas relações e no trabalho.

O diagnóstico formal exige um padrão duradouro que se desvie das expectativas culturais em cognição e afetividade. Existe um debate académico sobre se esses rótulos são ferramentas clínicas úteis ou classificações subjetivas influenciadas por normas sociais.

A equação final equilibra a vulnerabilidade, composta por riscos genéticos e ambientais, com a resiliência. Fatores protetores, como o apoio social, podem neutralizar os riscos, evitando o transtorno ao fornecer as ferramentas de adaptação necessárias.


conceitualizacao do transtorno de personalidade

Publicações Recentes de psicologia transtorno personalidade

Existem erros ou melhorias?

Onde está o erro?

Qual é o erro?

Buscar