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Estilos de criação e autonomia

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Transcrição Estilos de criação e autonomia


Modelos autoritário, autoritativo, permissivo e negligente

A forma como um indivíduo foi criado tem um impacto direto na forma como se relaciona com a autoridade e os seus pares no trabalho.

Identificam-se quatro estilos principais com base no equilíbrio entre afeto e controlo.

O estilo autoritário prioriza a obediência estrita e o castigo sobre a razão, utilizando frases como «porque eu mando».

O modelo autoritativo ou democrático é o mais equilibrado, combinando apoio emocional com limites firmes e explicações claras.

Por sua vez, os pais permissivos evitam as consequências e agem mais como amigos, falhando no estabelecimento de rotinas de disciplina.

Finalmente, o estilo negligente ou não envolvido é caracterizado pela falta de orientação e atenção às necessidades básicas, o que obriga a criança a crescer por conta própria, sem referências claras.

Cada um destes métodos de moldar o caráter influencia a capacidade de autocontrolo e a adoção de comportamentos aceitáveis na vida adulta.

Consequências comportamentais e emocionais no desenvolvimento

Os efeitos destes estilos refletem-se no perfil psicológico do trabalhador. Aqueles que cresceram sob um regime autoritário tendem a ser disciplinados, mas correm um risco maior de ter problemas de autoestima, ser hostis ou tornar-se mentirosos habilidosos para evitar represálias.

Os indivíduos criados com o estilo autoritativo tendem a ser adultos bem-sucedidos, cooperativos e com grande capacidade de tomada de decisões.

Em contrapartida, antecedentes permissivos podem gerar trabalhadores impulsivos, com baixa resistência à frustração e dificuldades em respeitar as regras do escritório.

Aqueles provenientes de lares negligentes costumam apresentar insegurança e uma busca constante por modelos inadequados para substituir a ausência de orientação parental.

É fundamental que os líderes organizacionais compreendam esses antecedentes para adaptar suas estratégias de motivação e corrigir comportamentos disfuncionais por meio de técnicas indutivas que apelam para a razão e a equidade.

O caminho para a autonomia emocional e comportamental

A maturidade no trabalho é alcançada através do desenvolvimento da autonomia, que tem dois pilares: o emocional e o comportamental.

A autonomia emocional consiste em libertar-se da dependência afetiva infantil em relação às figuras de autoridade, permitindo ao profissional estabelecer a sua própria identidade e valores.

A autonomia comportamental refere-se à capacidade de autogovernança, sendo capaz de tomar decisões independentes e assumir a responsabilidade por suas consequências.

Este processo é crítico durante a juventude, uma vez que os indivíduos devem aprender a navegar entre o desejo de explorar novos papéis e a necessidade de cumprir as regulamentações sociais e corporativas.

O fomento de relações receptivas e a redução da ansiedade no ambiente de trabalho ajudam o cérebro profissional, que continua plástico na idade adulta e no início d , a consolidar redes neuronais orientadas para a produtividade e a saúde emocional.

Resumo

Existem quatro estilos de criação baseados no afeto e no controlo: autoritário, autoritativo, permissivo e negligente, os quais têm um impacto profundo na forma como o indivíduo se relaciona com a autoridade no trabalho.

Os adultos criados sob modelos autoritativos tendem a ser cooperativos e bem-sucedidos, enquanto os estilos autoritários ou permissivos podem gerar problemas de autoestima, hostilidade ou baixa resistência à frustração.

A maturidade profissional requer o desenvolvimento de autonomia emocional e comportamental para tomar decisões independentes, processo facilitado por ambientes de trabalho receptivos que consolidam redes neuronais orientadas para a produtividade e a saúde.


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