Transcrição O poder das histórias no marketing
Diferença entre vender características e vender narrativas
A publicidade tradicional concentra-se em apresentar o produto de forma direta, enumerando as suas especificações técnicas, vantagens funcionais ou preço competitivo.
No entanto, o storytelling transcende esses detalhes objetivos para abordar o «porquê» e o «como» o produto se encaixa na vida do consumidor.
Enquanto uma lista de características apela à lógica, as histórias têm a capacidade única de evocar emoções, criar conexões profundas e deixar impressões duradouras na memória.
Ao contar uma história, não se vende simplesmente um objeto, mas uma experiência, uma aspiração ou uma identidade, convidando o público a fazer parte de uma narrativa maior, em vez de serem meros recetores passivos de uma mensagem de venda.
Estrutura de uma história persuasiva: conflito, contraste e resolução
Para que uma história de marketing seja cativante, ela deve seguir uma estrutura narrativa sólida.
Tudo começa com um conflito, que geralmente reflete um problema ou luta comum com o qual o público-alvo pode se identificar, introduzindo tensão e interesse.
Em seguida, o contraste é usado para destacar as diferenças entre a situação atual (o problema) e o futuro ideal (a solução), ou entre estados emocionais opostos, como frustração e satisfação.
A narrativa atinge o seu ponto alto no clímax, um momento de revelação que atinge emocionalmente o espectador, e conclui com a resolução, onde o produto ou serviço facilita o encerramento do conflito, proporcionando satisfação e solidificando a mensagem da marca.
Criação de personagens com os quais o público se identifica
As personagens são a alma de qualquer história; para que o marketing funcione, elas devem agir como um espelho do público.
Se os espectadores virem refletidas as suas próprias aspirações, desafios e experiências no protagonista do anúncio, o compromisso torna-se pessoal.
Isso requer uma pesquisa profunda para entender os valores e problemas do público-alvo, sejam eles pais de primeira viagem ou jovens empreendedores.
Ao utilizar protagonistas que representam pessoas comuns em vez de modelos inatingíveis, consegue-se uma autenticidade que resso
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