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Fisiologia da Transformação Física

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Transcrição Fisiologia da Transformação Física


Interação entre treino e nutrição

Modificar profundamente a forma física exige uma sinergia inquebrantável e perfeita entre o estímulo muscular constante e a ingestão alimentar diária.

Nenhum programa de rotinas de força, por mais intenso ou exaustivo que seja, pode compensar magicamente um padrão alimentar totalmente descontrolado e repleto de enormes excessos calóricos.

A nutrição adequada dita o ambiente metabólico necessário para facilitar a recomposição, enquanto o exercício focado fornece o sinal mecânico vital que instrui o sistema a se adaptar, crescer ou manter sua valiosa estrutura magra.

Separar ingenuamente esses dois componentes leva inevitavelmente ao fracasso sistemático; o treino diário molda e exige desempenho, mas é exclusivamente a alimentação cuidadosamente calculada que permite realmente revelar os resultados estéticos.

A dicotomia entre construir tecido e reduzir volume

De uma perspectiva estritamente fisiológica e celular, a redução da adiposidade e a desejada hipertrofia muscular representam dois processos metabólicos diametralmente opostos que competem ferozmente entre si.

Diminuir o volume adiposo exige um estado catabólico provocado por uma deficiência intencional de energia, forçando a queima de reservas.

Por outro lado, criar novo tecido magro requer imperativamente um ambiente anabólico ideal, baseado num ligeiro excedente de calorias e proteínas essenciais para sintetizar fibras adicionais.

Tentar forçar ambos os fenómenos biológicos contraditórios simultaneamente em indivíduos atléticos com um nível avançado de desenvolvimento físico é extremamente ineficaz, obrigando os atletas muito experientes a periodizar inteligentemente os seus árduos esforços em fases alternadas e muito específicas de volume muscular e secagem subcutânea profunda.

O «efeito iniciante» na recomposição

Existe uma exceção fisiológica absolutamente maravilhosa a esta regra rígida da incompatibilidade anabólica e catabólica, popularmente conhecida no meio desportivo como a vantagem do novato.

Indivíduos sedentários que iniciam a sua trajetória com pesos e apresentam excesso de peso possuem uma janela de adaptação neuromuscular extraordinária.

O seu sistema inexperiente, ao ser exposto pela primeira vez a fortes estímulos de resistência, reage gerando músculo a uma velocidade vertiginosa.

Simultaneamente, o vasto excesso de tecido adiposo que carregam fornece rapidamente toda a energia endógena abundante necessária para alimentar essa síntese proteica, mesmo estando sujeitos a um défice alimentar moderado.

Infelizmente, este fenómeno biológico único é temporário e desaparece gradualmente à medida que o indivíduo atinge maior eficiência e magreza.

Resumo

A transformação corporal requer um alinhamento perfeito entre o desgaste causado pelo exercício e uma ingestão calórica extremamente precisa. Descuidar das diretrizes nutricionais anulará totalmente qualquer benefício estrutural gerado pelo esforço físico intenso.

Aumentar a musculatura exige um claro excedente calórico, enquanto reduzir a gordura exige gerar um défice energético. Executar paralelamente ambos os processos contraditórios é extremamente inviável para pessoas com notável experiência desportiva.

Os novatos conseguem experimentar uma rara recomposição dupla simultânea graças à sua alta sensibilidade muscular ao treino. Além disso, as suas próprias reservas adiposas excedentes conseguem financiar internamente toda a construção dos novos tecidos.


fisiologia da transformacao fisica

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