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Os pilares da persuasão de Aristóteles: Ethos, Pathos e Logos

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Transcrição Os pilares da persuasão de Aristóteles: Ethos, Pathos e Logos


Os três fundamentos da comunicação persuasiva

Para nos tornarmos comunicadores verdadeiramente eficazes, é indispensável compreender os três conceitos que, desde a antiguidade, formam a base da arte da persuasão: Logos (a lógica), Pathos (a emoção) e Ethos (a credibilidade).

Dominar e saber combinar estes três pilares dá-nos uma vantagem decisiva em qualquer contexto, seja no mundo dos negócios, numa conversa cotidiana ou ao falar em público.

A chave para influenciar alguém reside em compreender primeiro as suas necessidades, expectativas e preocupações, e estes três elementos proporcionam-nos o quadro perfeito para dirigir a nossa mensagem da forma mais eficaz possível.

Logos: O poder da razão e dos argumentos sólidos

O Logos é a técnica de persuasão que apela à lógica e ao raciocínio do interlocutor.

A sua força reside no uso de factos, dados, estatísticas e argumentos racionais para construir um caso sólido e convincente.

Esta abordagem é especialmente poderosa em debates, discussões académicas e, acima de tudo, no ambiente empresarial.

Por exemplo, numa reunião de negócios, um argumento baseado no Logos seria: «No ano passado, as nossas vendas aumentaram 30%.

Se seguirmos uma estratégia semelhante, podemos aspirar a um crescimento de 15% na nossa quota de mercado".

Da mesma forma, na publicidade, ele é usado ao dizer: "Este modelo é 20% mais rápido e consome 30% menos energia do que a versão anterior".

Embora o Logos seja uma ferramenta muito eficaz, os argumentos lógicos por si só nem sempre são suficientes para motivar a ação.

Pathos: a conexão através das emoções

É aqui que entra em jogo o Pathos, a arte de persuadir apelando às emoções do público.

Embora nos consideremos seres racionais, a realidade é que as nossas decisões são profundamente influenciadas pelos nossos sentimentos.

É por isso que o Pathos é uma ferramenta incrivelmente poderosa, especialmente na publicidade, na política e na arte de contar histórias (storytelling).

Um exemplo claro disso vemos nas campanhas beneficentes: «Com uma pequena doação, você pode mudar a vida desta criança».

Também é usado para motivar uma equipa: «A vossa contribuição para este projeto definirá o futuro da nossa empresa».

O Pathos torna uma mensagem memorável e gera uma conexão profunda, mas a sua eficácia depende em grande parte de o emissor ser percebido como alguém credível.

Ethos: a influência da credibilidade e da confiança

O Ethos é o método de persuasão que se baseia no estabelecimento da credibilidade, autoridade e confiança do emissor.

As pessoas tendem a confiar e a deixar-se guiar por aqueles que consideram honestos, respeitados e especialistas num assunto.

Por exemplo, a recomendação de um produto de saúde terá muito mais peso se vier de um médico com 30 anos de experiência do que se vier de uma pessoa qualquer.

Para construir o Ethos, é fundamental demonstrar a nossa experiência, os nossos sucessos passados e os nossos valores éticos.

Um gestor pode reforçar o seu Ethos dizendo: «No ano passado, conseguimos um aumento de 40% na eficiência com um projeto semelhante e estou confiante de que podemos repetir esse sucesso».

A sinergia perfeita: combinando logos, pathos e ethos

A estratégia de persuasão mais poderosa é aquela que equilibra e combina de forma inteligente os três pilares. Imagine que está a apresentar uma nova ideia de projeto:

Comece com Logos (lógica): «No an


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