Transcrição O uso eficaz da linguagem verbal: clareza, precisão e retórica
A precisão como base de uma mensagem clara
Ao falar em público, a comunicação verbal deve ser, acima de tudo, precisa e certeira. Para isso, é fundamental usar as palavras da forma mais adequada e concreta possível, evitando ambiguidades que possam diluir a mensagem.
Uma regra de ouro é transmitir uma única ideia por frase; é preferível usar várias frases para uma ideia complexa do que tentar condensar vários conceitos numa única frase longa, o que só gera confusão.
Da mesma forma, baseie a sua explicação em atores e ações concretas, em vez de abstrações, pois isso torna a mensagem mais tangível e fácil de compreender. Evite imprecisões e exageros e concentre-se numa linguagem direta.
Por último, é crucial restringir ao máximo o uso de expressões repetitivas (como «vale», «bom», «você me entende») e tiques corporais repetitivos, pois eles não só distraem o público, mas também projetam uma imagem de nervosismo ou falta de domínio do assunto.
Habilidades vocais: como soamos diante do público
Além da escolha das palavras, a forma como as pronunciamos, a «retórica», é determinante.
Para isso, é necessário trabalhar uma série de habilidades comunicativas que são adquiridas com a prática e a autoavaliação, como gravar-se para ouvir a si mesmo. Essas habilidades incluem:
Fluidez e dicção: falar sem gaguejar e com uma pronúncia clara, articulando corretamente todas as sílabas para que a mensagem seja compreendida sem esforço.
Volume e entoação: adaptar o volume para não soar tímido nem arrogante e variar a entoação para evitar a monotonia, que é o maior inimigo do interesse do público.
A modulação do tom permite potencializar a expressividade e destacar as ideias mais importantes.
Velocidade e ritmo: Manter um ritmo adequado, nem muito rápido (o que denota nervosismo) nem muito lento (o que pode ser enfadonho).
Pausas: Utilizar os silêncios de forma estratégica é uma das habilidades mais esquecidas e, ao mesmo tempo, mais poderosas.
As pausas servem para enfatizar ideias-chave, gerar expectativa e dar um respiro tanto ao público quanto a si mesmo.
O uso cauteloso do sentido de humor
O humor pode ser uma ferramenta muito eficaz para se conectar com o público, mas seu uso requer muito cuidado.
Como regra geral, não é recomendável usá-lo no início ou no final da intervenção, pois esses são momentos-chave para estabelecer o tom e consolidar a mensagem, respectivamente.
Quando decidir usar o humor, certifique-se de que seja um «humor neutro», ou seja, que não se posicione em temas controversos nem possa ofender ningué
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