Transcrição Gestos e posturas: o que o seu corpo diz sobre si
O corpo como transmissor de confiança e atitude
A maneira como você fica em pé, senta-se e se move, ou seja, a sua postura, desempenha um papel crucial na forma como os outros o percebem.
Uma postura segura e aberta — com as costas direitas, os ombros relaxados e a cabeça erguida — faz com que pareça mais persuasivo, credível e com autoridade.
Imagine um líder numa reunião; se ele se posicionar com confiança, a sua mensagem será percebida como mais confiável.
Da mesma forma, numa entrevista de emprego, sentar-se ereto transmite competência e autoconfiança.
Por outro lado, uma postura fechada e insegura, como encurvar-se, cruzar os braços ou afundar-se na cadeira, faz com que pareça defensivo, desinteressado ou pouco acessível.
Para projetar confiança, mantenha a cabeça erguida, os ombros relaxados e direcione o seu corpo ligeiramente para a pessoa com quem está a falar.
A linguagem das mãos: como os gestos reforçam a mensagem
Os gestos, especialmente os movimentos das mãos e dos braços, são ferramentas incrivelmente poderosas para reforçar o que dizemos com palavras.
São muito mais difíceis de controlar do que as expressões faciais, pois muitas vezes surgem do nosso inconsciente, revelando o nosso verdadeiro estado emocional.
Gestos naturais, fluidos e controlados podem enfatizar pontos importantes e manter o público interessado. Por exemplo, abrir ligeiramente as palmas das mãos ao falar pode indicar abertura e sinceridade.
Os oradores mais cativantes, como os das palestras TED, usam as mãos naturalmente para tornar as suas mensagens mais convincentes.
No entanto, é vital evitar gestos excessivos ou inadequados, pois podem distrair ou fazer com que pareça insincero.
Manter as mãos nos bolsos, por exemplo, pode ser interpretado como desinteresse ou nervosismo.
Coerência na apresentação: postura em pé e sentada
Quer esteja em pé ou sentado, a regra geral é manter uma postura relaxada, natural e não forçada.
Se estiver de pé, evite ficar imóvel como uma estátua; mova-se pelo palco com naturalidade para transmitir energia e controlo.
Controle os tiques nervosos, como balançar uma perna, que revelam a sua tensão. Nunca vire as costas para o público, nem mesmo para escrever num quadro.
Se estiver sentado, sente-se confortavelmente, sem se recostar ou afundar na cadeira, e mantenha os braços sobre a mesa para que as suas mãos estejam sempre visíveis.
Em ambas as posições, é crucial evitar cruzar os braços e as pernas, pois são gestos que comunicam uma atitude defensiva e criam uma barreira com o público.
O significado cultural e a tipologia dos gestos
É importante lembrar que o significado dos gestos não é universal; um gesto positivo em uma cultura pode ser ofensivo em outra.
Por exemplo, o sinal de «OK» é um insulto em alguns países. Além das diferenças culturais, os gestos podem ser classificados.
Existem gestos emblemáticos, com tradução verbal direta, como o polegar para cima, e ilustrativos, que acompanham a linguagem.
Também encontramos gestos expressivos, que mostram emoções; reguladores, que controlam a conversa; e adaptadores, que usamos para lidar com emoções que não podemos expressar abertamente.
Reconhecer esses tipos de gestos, tanto em nós mesmos quanto nos outros, nos dá uma camada adicional de compreensão em qualquer interação.
Resumo
A maneira como você se levanta, se senta e se move, ou seja, a sua postura, desempenha um papel crucial na forma como os outros o percebem. Uma postura segura e aberta faz com que você pareça mais persuasivo e credível.
Os gestos, especialmente os movimentos das mãos e dos braços, são ferramentas muito poderosas para reforçar o que dizemos com palavras. Muitas vezes, eles surgem do nosso inconsciente, revelando o nosso verdadeiro estado emocional.
É importante lembrar que o significado dos gestos não é universal; um gesto positivo numa cultura pode ser ofensivo noutra. Por exemplo, o sinal de «OK» é um insulto em alguns países.
gestos e posturas o que o seu corpo diz sobre si